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A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, considerou hoje que os novos projetos de energia alternativa e o armazenamento em baterias irão reduzir de “forma significativa” a dependência de fuelóleo nos Açores.

É o caso dos novos projetos de geotermia, energia eólica, solar fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias, com implicações sobretudo na produção de eletricidade, até 2028, indicou Berta Cabral numa nota de imprensa.

Segundo a governante, a concretização destes investimentos permitirá “um salto estruturante na incorporação de energia renovável e endógena”, traduzindo-se numa redução estimada de cerca de 37 mil toneladas de fuelóleo e 4.300 quilolitros de gasóleo, tendo como referência o consumo registado em 2025.

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Berta Cabral destacou ainda o papel da Eletricidade dos Açores (EDA) na promoção de soluções inovadoras para a independência energética da região, nomeadamente através da aposta em combustíveis sintéticos e hidrogénio verde.

A EDA integra o projeto Green Hysland – Technical Assistance Program (2026), que visa a realização de um estudo de pré-viabilidade sobre aplicações de hidrogénio verde em contexto insular, com enfoque particular na ilha de Santa Maria.

Paralelamente, participa na iniciativa LIFE IP CLIMAZ, no âmbito de uma ação dedicada à avaliação sistemática e comparativa das melhores soluções de armazenamento massivo de energia para cada ilha dos Açores, incluindo tecnologias que integram hidrogénio verde, “com o objetivo de maximizar a penetração de energias renováveis”.

No âmbito do mesmo programa, a EDA está igualmente envolvida no desenvolvimento de um projeto piloto para a redução de emissões, através da utilização de combustíveis alternativos de baixo carbono, como HVO, metano e etanol, bem como soluções baseadas em hidrogénio.

No quadro do Programa Operacional Açores 2030, surge o Projeto Hidrogénio Verde (2026-2028), que visa “aprofundar a viabilidade técnica e económica do aproveitamento da energia geotérmica excedentária para produção de hidrogénio, permitindo o seu armazenamento e posterior conversão em eletricidade nos períodos de maior procura, ou a sua utilização direta na indústria e nos transportes”.

A EDA integra também o CE4EU – Follower Islands Programme, atualmente em análise, que estuda soluções de mobilidade marítima de baixo carbono, incluindo a possibilidade de operação de ferries elétricos, híbridos ou a hidrogénio.

Para Berta Cabral, este conjunto de iniciativas “posiciona os Açores na linha da frente da transição energética em territórios insulares”, reforçando a “sustentabilidade, a segurança de abastecimento e a autonomia energética da região”.

A Estratégia Açoriana para a Energia estipula atingir 70% de produção de eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030, apoiando-se em fundos de recuperação e transição climática.

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