O presidente do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) disse hoje que a região aperfeiçoa as suas capacidades de proteção civil através da simulação, para os meios de socorro estarem “melhor habilitados” quando enfrentam ocorrências.
Segundo José Manuel Bolieiro, os Açores estão hoje “melhor preparados com capacidades de proteção civil”, para poderem reagir às situações a que estão “permanentemente sujeitos”.
O líder do executivo açoriano falava à agência Lusa em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, no arranque do exercício TOURO26, que o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) está a realizar, até sábado, para testar a capacidade de resposta dos diversos agentes perante um cenário de crise sismovulcânica.
“E o exercício deste ano, o TOURO26 é muito representativo numa situação de crise sismovulcânica, mas, como se sabe, nós nunca estamos totalmente preparados, nem capacitados, porque a dimensão dos fenómenos extremos da natureza é cada vez mais regular, cada vez mais intensa e destruidora”, admitiu.
E acrescentou: “Mas, uma coisa temos por certo. É que, aperfeiçoando capacidades, aumentando meios e fazendo através da simulação treinos, estaremos ainda melhor habilitados”.
Assim, na sua opinião, o exercício é “um sucesso com história e de experiências” nas diferentes ilhas dos Açores e tem manifestado “verdadeira capacidade de formação”.
“Estou muito confiante no exercício de 2026, com sucesso, porventura ainda superior ao que foi o exercício de 2025”, na ilha do Faial, concluiu.
Já no discurso poferido na sessão de arranque do exercício, o governante reconheceu o empenho de todas as instituições e agentes de proteção civil nas situações que vão ocorrendo e “têm sido muito exigentes para quem está no terreno”.
Admitiu mesmo que, em alguns casos, se não fosse o empenho demonstrado, as consequências teriam sido “bem superiores”, reafirmando o compromisso do Governo Regional de “estar sempre” ao seu lado.
Bolieiro recordou também que o seu executivo tem construído um caminho de “mais e melhor” para os agentes de proteção civil aos níveis financeiro, formativo e de prestígio profissional e pessoal.
Por sua vez, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, afirmou que exercícios desta natureza, “são essenciais para reforçar a eficiência do sistema de proteção civil dos Açores”.
Alonso Miguel lembrou, ainda, a “forte aposta” do Governo Regional nos meios afetos aos agentes do SRPCBA, com um investimento global de 60 milhões de euros realizado nos últimos cinco anos.
Segundo o presidente do SRPCBA, Rui Andrade, TOURO26 é “o exercício de referência de proteção civil na Região Autónoma dos Açores”, envolvendo 26 entidades e 250 operacionais.
O exercício decorre até sábado nos concelhos de Vila Franca do Campo, Ribeira Grande e Povoação, na ilha de São Miguel, e tem por base “a crise sísmica de 2005 no vulcão do Fogo, a partir da qual serão simuladas várias ocorrências que exigirão a intervenção de equipas com diferentes valências e capacidades operacionais”.
Com o exercício o SRPCBA pretende “reforçar a preparação da Região Autónoma dos Açores para situações como o risco sísmico e vulcânico, promovendo uma atuação cada vez mais eficaz e coordenada no âmbito do Sistema Regional de Proteção Civil”.
A evacuação de localidades, a preparação de zonas de concentração e de apoio à população, a intervenção em estruturas colapsadas e outras ações de proteção e socorro são algumas das ações previstas para testar a capacidade de resposta e a articulação entre as várias entidades envolvidas.
À semelhança da edição anterior, o TOURO26 mantém o modelo que conjuga ‘workshops’ temáticos com exercícios práticos ‘LIVEX’ (movimentação de meios no terreno), “reforçando a ligação entre a componente formativa e a resposta operacional”.
Participam no exercício os corpos de bombeiros da ilha de São Miguel, os municípios de Vila Franca do Campo, Ribeira Grande e Povoação, o Comando Operacional dos Açores, a Cruz Vermelha Portuguesa, as direções regionais do Ambiente e Ação Climática, Habitação, Obras Públicas e Saúde, o Instituto de Segurança Social dos Açores, o Laboratório Regional de Engenharia Civil, a Autoridade Marítima Nacional, a GNR, a PSP o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.




