O líder do PS/Açores acusou hoje o Governo Regional de falhar na execução dos apoios destinados à eficiência energética e à mobilidade elétrica, alertando que famílias e empresas continuam sem receber apoios financiados por fundos comunitários.
“Quando se tem milhões e milhões de euros no âmbito do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para apostar na eficiência energética e na diminuição do custo que as famílias e as empresas têm com a energia, era importante que os programas do Governo [Regional PSD/CDS-PP/PPM] pudessem ter eficácia”, afirmou Francisco César, citado numa nota de imprensa do partido.
Francisco César, que hoje visitou uma empresa do concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, ligada às energias renováveis, lembrou que os Açores “atravessam um período de forte pressão sobre o custo de vida, com aumentos significativos nos combustíveis, energia e bens essenciais”, defendendo que os programas financiados pelo PRR deveriam estar a funcionar “com rapidez e eficácia”.
Segundo o líder socialista, no programa Solenerge “existem atualmente cerca de 60 milhões de euros disponíveis para apoio a fundo perdido”, mas o executivo açoriano “ainda não conseguiu gastar nem sequer metade” das verbas.
“No âmbito da mobilidade elétrica, muito importante para quem sabe que o gasóleo e a gasolina estão com preços que rondam os dois euros [por litro], não está pago [o apoio relativo a] 2025 e ainda está em análise [o ano de] 2026”, disse.
Francisco César acrescentou que os atrasos também se estendem ao programa ProEnergia e às medidas financiadas pelo RepowerEU, com “cerca de dois mil processos por analisar e pagar”.
Para o socialista, a situação, que “demonstra falta de capacidade de execução” por parte do Governo Regional, prejudica diretamente famílias e empresas açorianas que aguardam por apoios para reduzir os custos com energia e combustíveis.
“Quando não há competência na gestão da coisa pública, quem paga neste momento são as famílias”, afirmou.
Na sua opinião, dado o volume de candidaturas e atrasos acumulados, o executivo açoriano deveria ter reforçado os mecanismos de análise e processamento dos apoios.
“Se o Partido Socialista fosse Governo [na região], havendo dinheiro disponível, o que nós teríamos feito era contratar empresas ou até universidades para que a análise dos projetos fosse feita de forma mais rápida e eficiente”, concluiu.




