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O Chega/Açores disse hoje que questionou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre os resultados reais das políticas de fixação de jovens no arquipélago desde 2020, alegando que estes precisam de “menos propaganda” e anúncios políticos.

“O maior drama da juventude açoriana é viver numa região onde estudar não garante futuro, onde trabalhar não garante independência e querer ficar não chega para conseguir construir uma vida, uma família, um futuro”, refere o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado numa nota de imprensa do partido.

José Pacheco considera que os jovens dos Açores precisam de “menos propaganda” e de “menos anúncios políticos”.

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“Os nossos jovens querem saber se podem regressar à sua terra, se têm futuro garantido na sua terra para trabalharem, para constituir família. E isso só se consegue com uma estratégia integrada de políticas verdadeiramente dirigidas à nossa juventude”, afirmou.

Segundo o Chega açoriano, o arquipélago enfrenta um “problema estrutural grave”, relacionado com a saída contínua de jovens qualificados e em idade ativa, que compromete o futuro económico, social e demográfico do território.

A situação tem motivado anúncios de políticas públicas de fixação de jovens na região, mas “das quais não são conhecidos resultados concretos”.

Assim, o grupo parlamentar do Chega/Açores enviou um requerimento ao Governo Regional, através da Assembleia Legislativa, onde “exige respostas” sobre os programas de apoio e incentivo à fixação de jovens na região desde 2020, os montantes investidos, as taxas de execução, o número de beneficiários e sobre quantos jovens “permaneceram efetivamente na região após beneficiarem de apoios públicos”.

Os deputados também querem saber “quantos jovens abandonaram os Açores depois de receberem apoios da região, qual o custo real por beneficiário e se existem mecanismos de monitorização da permanência destes jovens no arquipélago”.

Como as dificuldades no acesso à habitação “podem ser motivo importante para o abandono da região”, os parlamentares do Chega açoriano questionam quantos jovens tiveram acesso a apoios à habitação, quantas candidaturas foram recusadas, qual o tempo médio de espera por habitação pública e quantos abandonaram os Açores por incapacidade de encontrar casa a preços acessíveis.

Os deputados regionais do Chega açoriano querem, ainda, ter acesso a dados para poderem “avaliar o impacto real” das políticas de empreendedorismo jovem, os resultados dos programas de regresso de jovens açorianos e as medidas específicas para as ilhas mais afetadas pela perda de população.

 

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