Estaremos a assistir a um país tiger-parenting? Um novo paternalismo entre Estados? Note-se a comitiva que Trump levou na sua visita ao Império do Meio, com Pequim a considerar-se o [centro da diplomacia global] a propósito da visita de Putin à china, parceiro na estratégia sino-russa de ‘aprofundamento e consolidação contínuos, visita essa ainda na mesma semana da estada de Donald Trump, naquele mesmo país-continente. Para os adictos do ocidentalismo – essa dependência quase patológica – a quem tem sido despiciendo a ‘questão’ sínica, mesmo através do negócio da preocupação pública em prol da ilusão coletiva na manutenção do statu quo da hegemonia, supremacia esta em termos que os chineses declinam.
Temos pautado a política externa, por mitos e armadilhas, – aqui a expressão do mito representa eufemismo – um léxico que os ocidentais cultivavam, propalavam e persistiam, na primeira década deste século, com a expressão “falta de transparênc ia” dos chineses ao manterem sob forte secretismo as rúbricas orçamentais para o Exército Popular de Libertação sendo que o líder chinês dirige a Comissão Militar Central, centro do poder. O partido, o Exército Popular de Libertação e os serviços de segurança são as únicas estruturas centralizadas. Assim, não se justifica a perplexidade face à segredos do Estado chinês.
Importante é que se atente à Realpolitik ao estilo chinês de forma oposta a pressupostos de agressão bem como de pacifismo, de um Estado-partido que passa a mensagem de “coexistência pacífica”, sob premissa; “o poder está na ponta da espingarda”, da autoria do Grande Timoneiro, Mao Tsé-Tung. Já por diversas ocasiões prenunciei que o melhor soft power é do domínio chinês. Se assim é, como julgo, os ocidentais são permeáveis à “falácia do concreto” enquanto verdadeira forma de poder. Recupere-se necessariamente, a afirmação recente de Xi Jinping, Presidente da República Popular da China, sobre a modernidade do seu país, ao estilo chinês.
Façamos uma reflexão circunspecta, sobre o controlo das exportações do petróleo venezuelano para a China e o controlo, falhado, das exportações do petróleo iraniano para a China e a venda de armas norte-americana a Taiwan.




