Autor: PM | Foto: PS/A
PUB

O parlamento açoriano aprovou hoje, uma proposta apresentada pelo PS/Açores para criar um novo mecanismo de apoio às ligações aéreas da região, com o objetivo de reforçar a conectividade dos Açores e atrair novas companhias e rotas para o arquipélago.

Durante o debate do projeto de decreto legislativo regional, o vice-presidente da bancada socialista, Carlos Silva, defendeu que as acessibilidades aéreas são “determinantes” para o desenvolvimento económico da região, sublinhando a dependência dos Açores da mobilidade de pessoas, bens e investimento externo.

O deputado alertou para os efeitos provocados pela saída da companhia aérea Ryanair da operação nos Açores, apontando para uma redução significativa no número de passageiros desembarcados em São Miguel, bem como na quebra das ligações territoriais e internacionais.

PUB

Segundo o parlamentar socialista, dados da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada estimam que a redução da operação aérea tenha provocado perdas anuais entre 140 e 160 milhões de euros na economia regional, associadas à diminuição do número de dormidas turísticas.

A proposta agora aprovada prevê a criação de um instrumento estratégico destinado a apoiar novas rotas diretas, captar novos mercados emissores e incentivar operações aéreas ao longo de todo o ano, procurando igualmente reduzir a dependência de um número limitado de operadores.

De acordo com Carlos Silva, o modelo defendido pelo PS/Açores pretende funcionar como uma ferramenta de política pública orientada para a diversificação económica e turística da região, incorporando contributos de entidades ligadas ao setor empresarial e turístico.

O socialista considerou ainda que a solução proposta apresenta maior capacidade de resposta do que o Sistema de Incentivos a Rotas Estratégicas (SIRE), defendido pelo PSD, por assentar numa estratégia mais estruturada para o desenvolvimento da conectividade aérea regional.

No encerramento da intervenção, Carlos Silva sustentou que o novo instrumento representa “um investimento no futuro dos Açores”, associando-o ao reforço da mobilidade, do turismo e da competitividade económica do arquipélago.

PUB