Autor: PM | Foto: GRA
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A secretária regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, Mónica Seidi, destacou hoje, na Assembleia Legislativa Regional, os avanços registados no Serviço Regional de Saúde (SRS), apontando o aumento da atividade assistencial, o reforço de profissionais e os investimentos em infraestruturas e modernização tecnológica como sinais de recuperação do sistema de saúde açoriano.

Durante um debate sobre o estado da saúde na região, a governante afirmou que o executivo regional tem como prioridade garantir “maior qualidade, segurança e equidade” no acesso aos cuidados de saúde em todas as ilhas.

Entre os indicadores apresentados, Mónica Seidi referiu o crescimento das consultas médicas nos cuidados de saúde primários desde 2021 e o aumento do número de cirurgias realizadas no primeiro trimestre de 2026 face ao período homólogo do ano anterior.

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A titular da pasta da Saúde destacou também a evolução da atividade hospitalar, apontando para um aumento das consultas no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, e para o crescimento do número de exames realizados no Hospital da Horta.

Segundo a governante, a diminuição dos atendimentos nas urgências do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira resulta de uma melhoria do acesso aos cuidados de proximidade e aos médicos de família.

Relativamente ao HDES, afetado por um incêndio em maio de 2024, Mónica Seidi reiterou que o Governo optou por uma solução “estrutural e de futuro”, assegurando que a atividade assistencial da unidade hospitalar está próxima dos níveis registados antes do incêndio.

A secretária regional anunciou ainda novos projetos clínicos, entre os quais a hospitalização domiciliária, a utilização de inteligência artificial na radiologia e a futura implementação da trombectomia nos Açores.

Na área dos recursos humanos, revelou que foram contratados mais de mil profissionais para o SRS nos últimos cinco anos, estando previstos novos concursos para médicos de Medicina Geral e Familiar em São Miguel, Faial e Terceira.

Mónica Seidi salientou igualmente os investimentos apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), nomeadamente na aquisição de equipamentos médicos, renovação de infraestruturas e reforço da digitalização dos serviços de saúde.

A deputada do PSD/Açores, Ana Jorge, realçou o reforço do Serviço Regional de Saúde desde que o Governo Regional, liderado por José Manuel Bolieiro, assumiu funções, defendendo que se trata de um sistema que “se reforça para responder melhor aos açorianos”.

A parlamentar social-democrata afirmou ainda que a discussão deve ser feita “com seriedade”, rejeitando leituras alarmistas sobre o estado da saúde na Região.

Ana Jorge sublinhou que o sistema de saúde açoriano está hoje “mais ativo, mais presente e mais procurado”, apontando o aumento da atividade assistencial, com mais de 395 mil consultas externas e cerca de 11.900 cirurgias realizadas em 2025.

Destacou também a modernização e proximidade do sistema, através do crescimento das teleconsultas, do reforço da Linha de Saúde Açores e da aplicação mySaúde Açores.

A deputada salientou ainda o reforço dos recursos humanos, incluindo o aumento da cobertura de médico de família e a valorização das equipas, bem como investimentos superiores a 16 milhões de euros em equipamentos médicos e viaturas.

O debate ficou marcado por críticas dos partidos da oposição à situação do HDES e ao estado geral do Serviço Regional de Saúde.

O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, considerou que continuam por concretizar obras no hospital de Ponta Delgada e criticou os custos e a gestão do hospital modular.

Também o vice-presidente da bancada do PS/Açores, Carlos Silva, alertou para o agravamento das listas de espera cirúrgicas, referindo cerca de 13.500 utentes em espera no SRS.

Segundo o socialista, o tempo médio de espera para cirurgia ultrapassa os 480 dias, situação que classificou como preocupante.

Carlos Silva criticou ainda a aposta no hospital modular, defendendo maior prioridade à recuperação do edifício principal do HDES.

Pelo Bloco de Esquerda, António Lima lamentou a disputa política em torno da saúde e defendeu uma reorganização do sistema assente na articulação entre hospitais e unidades de saúde de ilha.

Já o CDS-PP/Açores, através de Pedro Pinto, defendeu uma visão estratégica baseada na proximidade e na redundância do sistema de saúde num território arquipelágico.

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