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O PS/Açores vai avançar com uma proposta no parlamento regional para criação de um Programa Regional de Literacia Financeira Jovem, com articulação entre as áreas da juventude, educação e finanças, anunciou hoje aquela força política.

Segundo o PS/Açores, a iniciativa prevê ainda a criação do Desafio Açoriano de Literacia Financeira, destinado às escolas da região, através de exercícios práticos e simuladores adaptados à realidade dos jovens da região, bem como a realização anual da Semana Açoriana da Literacia Financeira, com ‘workshops’, debates e atividades pedagógicas.

Citado em comunicado, o deputado socialista Russell Sousa afirmou que “a literacia financeira é hoje uma ferramenta essencial para a autonomia e para a preparação dos jovens para a vida adulta”, sobretudo num contexto marcado “pelo aumento do custo de vida, pelas dificuldades no acesso à habitação, pela precariedade laboral e também por novos desafios como as fraudes digitais, as apostas ‘online’ e o acesso facilitado ao crédito”.

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De acordo com o PS/Açores, a iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido pelos estudantes açorianos no âmbito do Parlamento dos Jovens, cuja sessão regional destacou a importância da literacia financeira como “competência fundamental para a tomada de decisões informadas e para a construção de percursos de vida mais estáveis e sustentáveis”.

O deputado Russell Sousa considerou que “muitos jovens entram na vida ativa sem ferramentas suficientes para gerir um orçamento, compreender os riscos do endividamento ou tomar decisões financeiras informadas”, situação que “tem impacto direto na sua estabilidade, na sua autonomia e na construção do seu futuro”.

De acordo com o parlamentar socialista, o objetivo “não é criar mais carga horária nas escolas nem aumentar o trabalho dos professores”, mas sim “reforçar, de forma prática e complementar, as respostas que já existem”.

O deputado destacou temas como a poupança, a gestão de orçamento, o crédito responsável e a prevenção da fraude financeira e digital como áreas prioritárias de intervenção.

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