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O PPM/Açores valorizou hoje a “capacidade de resposta” das várias entidades envolvidas na situação relacionada com o abastecimento de combustível na Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira.

A direção do PPM açoriano referiu, numa posição por escrito enviada à agência Lusa, que “valoriza toda a capacidade de resposta demonstrada pelos envolvidos na situação”.

“Todas as informações apontam para que não seja afetada a operação das companhias aéreas que operam na Aerogare Civil das Lajes, o que atesta a rápida e célere resposta”, acrescentou o partido.

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No domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto” e que a empresa optou por “não colocar este produto no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil”.

O responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam garantir que a operação prevista não iria “sofrer alterações”, embora tivessem sido tomadas medidas de precaução.

O PPM/Açores indicou hoje à Lusa que se encontra “a caminho da ilha Terceira um navio com 80 mil litros de combustível, e um outro vindo do continente chegará nos próximos dias”.

“Tecnicamente, o PPM enaltece o trabalho de todos os envolvidos no que poderia ter sido um constrangimento mas que, no final do dia, não deverá ser mais que uma prova de uma boa capacidade de reação a adversidades inesperadas”, referiu.

A Lusa pediu hoje reações aos vários partidos com assento parlamentar sobre o assunto.

O PS/Açores exigiu um “esclarecimento cabal e muito claro” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) e da República sobre a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes.

Já o CDS-PP açoriano disse que a responsabilidade na falha de combustível nas Lajes é de uma empresa e a operação está a “acontecer normalmente”, lamentando que partidos da oposição estejam a “tentar sacar” dividendos políticos.

Por sua vez a IL/Açores considerou que a Galp deve explicar “quais foram os problemas registados” com o abastecimento de combustível na Aerogare Civil das Lajes.

No sábado, o BE/Açores pediu “esclarecimentos imediatos” do Governo Regional e da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes.

O Chega e o PAN indicaram que não se pronunciam, enquanto fonte do PSD referiu que o partido “não tem nada a acrescentar àquilo que o presidente do Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM, o social-democrata José Manuel Bolieiro] disse”.

O presidente do Governo Regional dos Açores disse hoje que o executivo mostrou capacidade de resposta perante a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira.

“Perante uma perturbação inesperada, nós tivemos, felizmente, capacidade de resposta e, portanto, está a ser tratado e creio que não haverá depois, no final, qualquer consequência”, afirmou o chefe do executivo açoriano, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Segundo o governante, o executivo deu uma “resposta imediata”, com o transporte de combustível da ilha de São Miguel para a ilha Terceira e com a limpeza dos tanques para a retoma da operação, cumprindo “tudo o que tecnicamente é adequado”.

Uma fonte da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas assegurou hoje à Lusa que a situação “está acautelada” e revelou que saiu de Ponta Delgada um navio com 80 mil litros de combustível.

“O navio Margarethe saiu hoje, pelas 12:00, de Ponta Delgada”, na ilha de São Miguel, “com destino à Terceira, transportando 80 mil litros de combustível”, devendo atracar ao final do dia, adiantou.

Entretanto, “de acordo com o fornecedor, o navio com combustível com origem no porto de Sines deverá descarregar no fim desta semana na Terceira”, acrescentou o Governo açoriano.

 

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