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A IL/Açores considerou hoje que a Galp deve explicar “quais foram os problemas registados” com o abastecimento de combustível na Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira.

“Da parte da IL o que interessa é [que], quanto antes, a gasolineira Galp [possa] explicar quais foram os problemas registados, que problemas concretos de contaminação se verificaram e se eles poderão voltar a ter impactos no futuro próximo ou se se prendeu apenas com um transporte específico”, disse hoje à agência Lusa o deputado único da IL nos Açores, Pedro Ferreira.

No domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto” e que a empresa optou por “não colocar este produto no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil”.

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O responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam garantir que a operação prevista não iria “sofrer alterações”, embora tivessem sido tomadas medidas de precaução.

Hoje, o parlamentar da IL nos Açores, Pedro Ferreira, referiu que, como a direção da Aerogare Civil das Lajes já se pronunciou sobre o assunto, “quem tem explicações a dar é a empresa que presta o serviço, na perspetiva de sabermos quais os reais impactos do problema”.

A Lusa está a pedir reações aos vários partidos com assento parlamentar sobre o assunto.

O CDS-PP/Açores disse hoje que a responsabilidade na falha de combustível nas Lajes é de uma empresa e a operação está a “acontecer normalmente”, lamentando que partidos da oposição estejam a “tentar sacar” dividendos políticos.

Já o PS/Açores exigiu um “esclarecimento cabal e muito claro” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) e da República sobre a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes.

No sábado, o BE/Açores pediu “esclarecimentos imediatos” do Governo Regional e da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes.

Também hoje, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse que o executivo mostrou capacidade de resposta perante a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes.

“Perante uma perturbação inesperada, nós tivemos, felizmente, capacidade de resposta e, portanto, está a ser tratado e creio que não haverá depois, no final, qualquer consequência”, afirmou o chefe do executivo açoriano, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Segundo o governante, o executivo deu uma “resposta imediata”, com o transporte de combustível da ilha de São Miguel para a ilha Terceira e com a limpeza dos tanques para a retoma da operação, cumprindo “tudo o que tecnicamente é adequado”.

Uma fonte da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas assegurou hoje à Lusa que a situação “está acautelada” e revelou que saiu de Ponta Delgada um navio com 80 mil litros de combustível para a Terceira.

“O navio Margarethe saiu hoje, pelas 12:00, de Ponta Delgada”, na ilha de São Miguel, “com destino à Terceira, transportando 80 mil litros de combustível”, devendo atracar ao final do dia, adiantou.

Entretanto, “de acordo com o fornecedor, o navio com combustível com origem no porto de Sines deverá descarregar no fim desta semana na Terceira”, acrescentou o Governo açoriano.

 

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