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O presidente do CDS/Açores disse hoje que o partido está pronto para ir a eleições sozinho e que o anúncio do PSD, sobre não haver acordo pré-eleitoral em 2028, não incomoda os centristas, que estão “no Governo por direito próprio”.

“Desde sempre o CDS está coligado com os açorianos, com os madeirenses e com os portugueses, esta é a nossa coligação, esta é a coligação que nos sustenta, não o PSD nem qualquer outro partido”, afirmou Artur Lima no 32.º congresso do partido, em Alcobaça, no distrito de Leiria.

Reagindo a um anúncio do presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores, José Manuel Bolieiro (PSD), de que os acordos de coligação entre os três partidos (PSD/CDS-PP/PPM) vigoram até 2028 e, nas próximas eleições regionais, o PSD concorrerá sozinho, o presidente do CDS/Açores fez questão de “deixar bem claro, para alguns senhores do PSD e quem quer que seja”, que os centristas estão “no Governo nos Açores por direito próprio”.

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“Eu não fui bater à porta de ninguém, alguém veio bater à minha porta e à porta do CDS”, disse o também vice-presidente do Governo Regional, assegurando que a hipótese de não haver coligação pré-eleitoral “não os incomoda”.

“Estamos prontos para ir a qualquer eleição, sozinhos, hoje, amanhã, em 27, em 28, e lá vamos com os nossos valores, com o nosso programa e com os nossos princípios”, disse Artur Lima, garantido que o CDS irá a votos “sem medo, com coragem, como sempre fomos e continuaremos a ir”.

Numa intervenção em que manifestou apoio à recandidatura de Nuno Melo, o líder do CDS/Açores e agradeceu “o apoio” como ministro da Defesa numa altura em que “a Base das Lajes e os Açores voltam a estar no centro para defender a Europa e manter a paz na Europa e no mundo”.

Os Açores estiveram ainda em destaque numa intervenção de Emiliana Silva, congressista que criticou o posicionamento do CDS na votação da lei que regula o Subsídio de Mobilidade para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

“Esperávamos que o CDS tivesse evitado” a entrada em vigor desta lei, disse Emiliana Silva, lamentando o posicionamento assumido pelo CDS.

“Os seus representantes no parlamento abstiveram-se, esqueceram e ignoraram todos os açorianos e madeirenses”, em nomes dos quais a congressista pediu hoje que o partido reveja a sua posição e corrija o que considera “uma injustiça do Governo da República”.

“Seiscentos mil açorianos e madeirenses contam”, afirmou, para vincar que o CDS tem “o dever e o poder” de defender estas populações.

Além destas intervenções, o congresso ouviu durante a tarde discursos de representantes de vários concelhos do país, a maioria dos quais manifestou apoio à recandidatura do atual líder, Nuno Melo, e incentivou a juventude popular a apresentar propostas para o futuro do CDS.

 

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