A aparatosa queda do nosso colaborador José Araújo, ocorrida este domingo à noite, junto ao adro do Convento da Esperança, em Ponta Delgada, terminou da pior forma: com uma fratura do fémur, sofrida no exercício da sua profissão, momentos antes do recolher da Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Na tentativa de captar a melhor fotografia de uma das mais emblemáticas manifestações religiosas dos Açores, José Araújo escorregou no piso molhado que circunda o adro do convento, caindo desamparado.
Importa destacar o rápido auxílio prestado, numa primeira fase, pelos escoteiros presentes no local e, posteriormente, pelos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, cuja intervenção foi fundamental para socorrer o nosso colaborador.
Merece igualmente reconhecimento a atitude da secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, que abandonou o espaço reservado às entidades convidadas para assistir às cerimónias e, na qualidade de médica, correu prontamente ao encontro de José Araújo para avaliar o seu estado clínico e prestar apoio imediato. Um gesto humano, digno e merecedor de aplauso.
O recolher da imagem acabou por sofrer um atraso de alguns minutos, precisamente para permitir a chegada da ambulância e o encaminhamento do nosso colaborador para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, onde será submetido a intervenção cirúrgica no final desta manhã.
Mas este episódio levanta uma questão séria que não pode continuar a ser ignorada: o estado do piso que circunda o Convento da Esperança. Trata-se de um local extremamente escorregadio, sobretudo quando molhado, representando um perigo evidente para todos os que ali circulam. E importa dizer, com frontalidade, que esta não é a primeira vez que acontecem quedas naquele espaço.
Falo, inclusivamente, por experiência própria. No sábado, vivi precisamente a mesma situação no mesmo local. A diferença foi que tive a sorte de ser amparado pela minha esposa, evitando uma queda que poderia ter tido consequências igualmente graves.
É urgente que as entidades competentes revejam as condições de segurança daquele piso antes que ocorram novos acidentes. Não basta lamentar depois. É preciso agir antes que uma tragédia maior aconteça.
Em meu nome e em nome de toda a equipa do jornal Açores 9, deixamos uma palavra de força e rápidas melhoras ao nosso amigo e colaborador José Araújo.
Abraço, Zé! Que o Senhor Santo Cristo dos Milagres te proteja.




