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O PS/Açores considerou hoje que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “não tem capacidade para antecipar problemas” e criticou o seu silêncio sobre a aplicação de medidas que amenizem os impactos dos aumentos dos combustíveis na região.

“Passado quase uma semana de um aumento brutal do preço dos combustíveis nos Açores, o Governo Regional continua em silêncio sobre a aplicação de medidas que amenizem os impactos desses aumentos na vida das famílias, empresas e instituições dos Açores”, criticou hoje o presidente do grupo parlamentar do PS/Açores, Berto Messias.

O parlamentar, citado numa nota de imprensa do partido, referiu que o Governo Regional e o seu presidente, o social-democrata José Manuel Bolieiro, “capitularam num dos mais importantes princípios da governação e do desenvolvimento de políticas públicas: a capacidade de antecipar problemas e de criar medidas rápidas e eficazes para a amenização dos impactos desses problemas na vida das pessoas”.

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“Num contexto em que a gasolina aumenta mais de 21 cêntimos por litro e o gasóleo mais de 36 cêntimos por litro, com impactos brutais na vida das famílias e na atividade económica, o Governo [açoriano] diz-se preocupado, mas nada faz, nada apresenta. Um Governo sem proatividade, sem energia, cansado e sem capacidade de proteger os cidadãos neste momento mais difícil”, apontou.

Segundo Berto Messias, tendo em conta a “falta de capacidade do órgão executivo da região”, o líder do PS/Açores, Francisco César, anunciou que o partido apresentará na próxima sessão plenária “propostas que respondam ao contexto atual e que amenizem os impactos do aumento brutal dos combustíveis nas famílias e empresas açorianas”.

“Tem de ser esse o nosso foco e a nossa prioridade e não guerrilhas partidárias promovidas pelo presidente do PSD/Açores, que em nada resolvem os problemas atuais”, disse.

O líder parlamentar do PS açoriano lembrou que, em março, o partido avisou “várias vezes” que os açorianos iriam ser confrontados com grandes aumentos dos combustíveis a partir de maio, mas, “infelizmente” o Governo Regional “não quis ouvir e o problema chegou”.

“Temos hoje na região um Governo com graves problemas de liderança, embrulhado nas guerras internas da coligação partidária que o compõe e, por isso, incapaz de responder aos problemas do contexto atual, em contraste absoluto com o que acontece no Governo da República e no Governo da Madeira, onde foi possível, por exemplo, garantir uma redução do preço por litro da gasolina”, concluiu Berto Messias.

De acordo com os despachos publicados na semana passada em Jornal Oficial, desde sexta-feira que a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passou a custar 1,921 euros por litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.

O preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura foi fixado em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado consumido na pesca em 1,443 euros por litro.

O gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em garrafas de 26 litros ou mais, passou a custar 2,208 euros por quilo e o vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo. O gás butano canalizado foi fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em 1,801 euros por quilo.

Desde fevereiro, com este novo aumento, o preço da gasolina nos Açores subiu 32,3 cêntimos por litro, o preço do gasóleo 53 cêntimos por litro e o preço do gás butano 52,2 cêntimos por quilo.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse na quarta-feira que observa o aumento dos combustíveis na região com “enorme preocupação” e admitiu antecipar a revisão dos preços antes do final do mês, como é habitual.

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