O presidente do conselho de administração do Hospital Divino Espírito Santo afirmou hoje, que a recuperação das listas de espera continua limitada pelos efeitos do incêndio ocorrido há dois anos e pela escassez de profissionais de saúde.
Em entrevista à Antena 1 Açores, Carlos Pinto Lopes sublinhou que a unidade hospitalar mantém ainda constrangimentos significativos, com enfermarias encerradas e dois blocos operatórios fora de funcionamento.
Segundo o responsável, estas limitações resultam não só dos danos provocados pelo incêndio, mas também da falta de médicos e enfermeiros, situação que continua a dificultar a normalização da atividade assistencial e a redução das listas de espera.
Carlos Pinto Lopes, que é o terceiro presidente do conselho de administração desde o incêndio, reconheceu que a sucessiva mudança de lideranças não contribuiu para a estabilidade da instituição.
O dirigente adiantou ainda que o processo de requalificação do hospital será demorado, apontando que, caso os procedimentos administrativos decorram sem atrasos, as obras de maior dimensão poderão arrancar apenas no final de 2027, no âmbito do plano funcional já aprovado e entregue ao Governo Regional.
O incêndio no Hospital Divino Espírito Santo, ocorrido em 2024, provocou danos relevantes em infraestruturas essenciais, cujos efeitos continuam a condicionar o funcionamento pleno da principal unidade de saúde dos Açores.




