A pesar da ingenuidade, prefiro rememorar o Primeiro de Maio pelo seu trágico nascimento: em 1886 na sequência do massacre de Haymarquet Square foram enforcados dois anarquistas. O ambiente político necessita de toda a memória histórica para ponderação.
É o tal possível com este sistema representativo de “baixo nível de inteligência política”. John Stuart Mill, também, já a referia a propósito da democracia qualificada na apologia dos mais instruídos governarem. As experiências in vivo já se repetem há várias décadas – tempo de oportunidades desperdiçadas em promessas ̶ aliás não um initium – a latinidade revela a antiguidade ̶ e continuamos no fomento de uma espécie de ordem monástica sustentada pelo erário público, ao invés do privilégio de sermos governados por eles. O pressuposto do político passa a epónimo saído da linha de montagem constitucional.
Pessimamente servidos pela qualidade do debate político e mediático, não fora este um instrumento potenciador e solícito, se não proativo por forma a sobreviver das boas graças dos poderes. É comum ver-se, ler-se e ouvir-se, sob a forma de notícia que determinado ator político quer… manda executar… em sede de poder político etérea uma ação hipotética no presente do indicativo, por forma a munir a função política da característica autoritária, seja para o abre e fecha do estreito de Ormuz ou outra qualquer amplitude política de que não tem controlo.
Em breve fará um ano que o presidente Donald Trump ordenou o bombardeamento das instalações nucleares iranianas, a operação “Martelo da Meia-Noite”, com o objetivo de destruir qualquer capacidade de produzir uma bomba atómica. Consta que preventivamente, essa operação cumpria impedir que Israel tivesse a desculpa para usar uma bomba atómica contra o Irão, segundo a congeminação de vários políticos.




