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A Humanidade move-se pela vontade de uma vida melhor. Os conflitos surgem entre quem pretende impor o seu poder e entre quem se quer libertar. O Dia Internacional do Trabalhador é o resultado disso mesmo.

Por vezes, esta nossa Humanidade avança em grandes passos em frente. Por vezes, como agora, recua ao passado. Milhões são tratados como descartáveis. Milhões de vidas humanas são tratadas como tendo menos valor do que outras. Armas nucleares suficientes para destruir todo o planeta estão nas mãos de gente que nem as suas próprias vidas conseguem gerir com sabedoria.

Há 140 anos, o trabalho não tinha hora para terminar. Em Chicago, em 1 de Maio de 1886, milhares manifestaram-se pacificamente por melhores condições de vida. Exigiram tempo para si: 8h de trabalho, 8h de descanso, 8h de lazer. A repressão provocou mortos, feridos e presos. Os principais dirigentes sindicais foram perseguidos e condenados à morte pela forca.

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Em Portugal, os 48 anos de ditadura serviram para enriquecer sete grandes grupos económicos, os verdadeiros donos disto tudo. A tortura, as prisões, a censura e as perseguições a todos os que ousassem defender melhores condições de vida, Democracia ou Liberdade serviam para estas sete famílias acumularem riquezas sem limite, mantendo na miséria a maioria da população.

Cresceu assim a consciência sobre a natureza de classe do fascismo: um regime que oprimia os fracos e protegia os poderosos. Uma ditadura terrorista ao serviço dos grandes capitalistas. Apesar de proibidas e reprimidas, as comemorações do 1.º de Maio foram crescendo ao longo dos anos. Por isso mesmo, em 24 de abril de 1974, a PIDE preparava o assalto às sedes sindicais, para prender os seus dirigentes e impedir as manifestações. Foi travada a tempo e, nesse Dia do Trabalhador, milhões recusaram voltar atrás.

Hoje, como há 140 anos ou há 52 anos, estará presente a luta por uma política diferente, que permita uma vida melhor. Salários justos, horários dignos e trabalho com direitos aliam-se à recusa do pacote laboral. A História é escrita pelos povos. O 1.º de Maio fez, faz e fará parte do melhor dessa História!

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