O Movimento Ponta Delgada para Todos absteve-se na votação do contrato de cedência entre a Câmara Municipal de Ponta Delgada e o Governo dos Açores para a criação de estruturas de acolhimento destinadas a pessoas em situação de sem-abrigo, alegando falta de informação sobre o projeto.
A proposta foi apreciada na reunião do executivo municipal de 29 de abril e prevê a instalação de respostas sociais num terreno localizado na freguesia dos Arrifes.
Em comunicado, o Movimento liderado pela vereadora Sónia Nicolau justificou a abstenção com a ausência de dados considerados essenciais, nomeadamente quanto à tipologia, dimensão e características concretas das estruturas a implementar.
Segundo a mesma fonte, o documento refere a existência de um projeto previamente aprovado, mas esse não terá sido apresentado aos vereadores do movimento.
Durante a reunião, foram também levantadas preocupações quanto à falta de um processo de auscultação mais abrangente junto da população e das entidades locais, tendo sido apenas consultada a Junta de Freguesia dos Arrifes.
Citada na nota, Sónia Nicolau reconhece a necessidade de reforçar respostas para pessoas em situação de sem-abrigo, defendendo, contudo, soluções baseadas em unidades de menor dimensão e maior integração nas comunidades.
A vereadora considerou ainda que projetos com impacto local devem envolver os cidadãos das freguesias onde serão implementados, rejeitando decisões tomadas sem discussão pública alargada.
O Movimento anunciou que irá apresentar, na próxima reunião de Câmara, uma proposta para que o projeto seja divulgado publicamente com carácter de urgência, permitindo o esclarecimento da população e a participação das entidades interessadas.
O Ponta Delgada para Todos reafirmou o compromisso com políticas sociais que conciliem a resposta às necessidades existentes com a transparência e o envolvimento das comunidades locais.




