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Uma coletânea de 28 temas originais de bandas açorianas, denominada “O Anticiclone 2025”, com a chancela da Associação de Artes Basalto Cultural, vai ser lançada esta noite, na ilha de São Miguel, com o apoio da PDL-2026.

Mário Lino, da Basalto, refere à Lusa que o projeto conta com o apoio da Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura em 2026 (PDL26), partilhando o seu lema, ‘O lugar do amanhã’, que “ambiciona ser um catalisador de projetos e ideias que pavimentem um futuro onde a arte, a educação e o pensamento sejam pilares fundamentais do desenvolvimento do território”.

Mário Lino refere que o espetro musical atravessa o hip-hop, pop, rock e heavy metal, passando pelo rock progressivo e nacional, considerando que “mais do que uma compilação, é um ato de afirmação”.

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O projeto surge “da necessidade de dar projeção dos artistas” açorianos, registando-se em CD os seus trabalhos para a posteridade em formato físico, sendo esta uma “visão para além do [valor] comercial”, uma vez que os protagonistas promovem os seus trabalhos nas plataformas digitais.

O projeto nasceu de um “convite aberto e cresceu para além do esperado”, tendo-se optado por dois CD’s face à adesão das bandas.

Mário Lino explica que “não existiu qualquer critério de seleção por género ou estilo musical”, uma vez que “todas as candidaturas foram aceites, refletindo a diversidade criativa existente no arquipélago, seguindo o plano de dar espaço aqueles mais esquecidos, ignorados ou considerados lucrativos”.

“Mais do que uma compilação, o ‘Anticiclone 2025’ é um ato de afirmação: a prova de que existe uma cena regional vibrante e talentosa que merece reconhecimento e um lugar nos palcos que lhe tem sido negado”, afirma Mário Lino.

Mário Lino questiona-se sobre “quantos artistas existem em escolas, estúdios ou até mesmo a hibernar em garagens e salas de ensaio, carecendo apenas de uma oportunidade para revelar, dar a conhecer ou mostrar ideias, rascunhos e trabalhos já concluídos”.

“Sentimos que este é o momento de corrigir o rumo da valorização artística, colocando no centro quem cria localmente”, frisa.

Mário Lino admite uma nova edição do projeto em 2027 “conforme a projeção que este CD tiver, “abrindo-se uma nova candidatura para novos projetos, repetindo-se a ousadia”.

Esta noite, o lançamento do CD será feito no Espaço Vulcana, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, contando com a presença dos músicos, sendo promovida uma mesa redonda de reflexão sobre o panorama musical açoriano, bem como uma projeção dos videoclips das bandas.

 

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