Os Açores voltaram a registar uma descida no número de dormidas em alojamentos turísticos, em março, com uma quebra de 2,4% face ao período homólogo, segundo dados revelados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
“Em março, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 243,4 mil dormidas, valor inferior em 2,4% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.
Esta é a sexta descida homóloga consecutiva no número de dormidas em alojamentos turísticos na região.
Os números preliminares de setembro também indicavam uma redução, de 1,2%, mas os números provisórios (após correção) fizeram alterar a evolução de negativa para positiva.
Segundo os dados preliminares de março, os Açores contabilizaram neste mês 78 mil hóspedes (menos 2,9%), que apresentaram uma estada média de 3,12 noites (mais 0,4%).
A redução de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 1,4% neste mês, segundo o SREA.
O relatório ressalva que o período de férias associado ao Carnaval ocorreu este ano em fevereiro e, no ano passado, em março.
Das mais de 243 mil dormidas registadas em março nos Açores, mais de metade (53,7%) foram de turistas estrangeiros, que somaram 130,8 mil dormidas.
O mercado nacional representou 112,6 mil dormidas, equivalentes a 46,3% do total.
Enquanto as dormidas de mercados externos registaram uma subida de 4,4%, o mercado nacional apresentou uma quebra de 9,3% face ao mesmo mês do ano anterior.
Entre os mercados externos, os Estados Unidos foram o maior mercado emissor, com 30 mil dormidas (22,9% das dormidas de residentes no estrangeiro), registando um aumento homólogo de 12%.
Em segundo lugar, surge a Alemanha, com 24,7 mil dormidas (18,9%), que apresentou um crescimento de 7,8%, e em terceiro o Canadá, com 17 mil dormidas (13%), uma redução de 0,4%.
Áustria (58,7%), Bélgica (41%) e Dinamarca (32,4%) foram os mercados externos com maiores subidas homólogas, enquanto Israel (-57,6%), Suíça (-45%) e Brasil (-27,5%) apresentaram as maiores reduções.
Com 155,5 mil dormidas, a hotelaria concentrou 63,9% das dormidas turísticas no arquipélago em março, seguindo-se o alojamento local, com 79,6 mil dormidas (32,7%), e o turismo no espaço rural, com 8,2 mil dormidas (3,4%).
Houve uma redução homóloga de dormidas, nas três tipologias, mas foi mais acentuada no turismo no espaço rural (7,5%).
Na hotelaria a quebra foi de 1,8% e no alojamento local atingiu os 3,1%.
Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 96,6% das dormidas em março, só quatro das nove ilhas do arquipélago verificaram uma variação homóloga positiva no número de dormidas: Graciosa (22%), Flores (15,5%), Terceira (7,8%) e São Jorge (1,4%).
Em sentido inverso, as ilhas Corvo (-29,9%), Faial (-14,4%), Santa Maria (-10,2%), Pico (‑8,5%) e São Miguel (-3,3%) apresentaram um decréscimo face ao período homólogo.
A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 70,9% das dormidas em hotelaria e alojamento local (166,7 mil), seguindo-se as ilhas Terceira, com 39,6 mil dormidas (16,9%), Faial, com 12,8 mil dormidas (5,4%), e Pico, com 7,6 mil dormidas (3,2%).
Com exceção de São Miguel, o mercado nacional teve um maior peso nas dormidas de todas as ilhas, sendo mais expressivo nas ilhas Graciosa (89,8%), Santa Maria (84,6%) e Corvo (82,9%).
Entre os mercados externos, o norte-americano foi o que teve mais peso nas ilhas Terceira (22,2%) e Santa Maria (2,6%), enquanto o alemão se destacou nas ilhas das Flores (17%), Pico (14,7%), São Miguel (11,1%), São Jorge (8,8%), Faial (7,8%) e Graciosa (5,2%).
Já na ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago, o principal mercado externo foi o da Polónia (6,6%).
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em março, atingiu 41,1% (menos 1,6 pontos percentuais), mas os proveitos totais subiram 8,4% para 9,8 milhões de euros.
Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 21,2% (mais 1 ponto percentual), mas os proveitos totais baixaram 8,3%, atingindo 879 mil euros.
No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 22,3% (menos 1,2 pontos percentuais).
Segundo o relatório, 54,6% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em março (mais 1,2 pontos percentuais do que no período homólogo).




