O Chega/Açores considerou hoje que o aumento do preço dos combustíveis na região é um “roubo a quem trabalha” e defendeu que “é urgente baixar a carga fiscal”.
“O aumento anunciado dos combustíveis nos Açores é uma vergonha. Mais do que isso: é um roubo a quem trabalha, a quem produz e a quem precisa do carro para viver numa região onde os transportes públicos continuam longe de ser uma alternativa real”, afirmou o partido, em comunicado.
A RTP/Açores noticiou hoje que, em maio, o preço da gasolina nos Açores vai aumentar 21,7 cêntimos por litro, o preço do gasóleo 36,3 cêntimos por litro e o preço do gás butano 36,9 cêntimos por quilo.
Tal como PS, BE e Federação Agrícola dos Açores, o Chega criticou a subida do preço dos combustíveis, que classificou como “mais um assalto ao bolso dos açorianos”.
Para o partido, liderado nos Açores por José Pacheco, “é urgente baixar a carga fiscal sobre os combustíveis”.
“O Governo não pode continuar a encher os cofres à custa das famílias, dos agricultores, dos pescadores, dos empresários e dos pequenos comerciantes”, salientou.
O Chega, que é a terceira força política no parlamento açoriano, alegou que “baixar os impostos sobre os combustíveis não é uma birra política”, mas “uma medida de justiça”.
“Uma região que penaliza quem trabalha está a escolher o caminho errado. E esse caminho, como o preço do gasóleo, está cada vez mais caro”, sublinhou.
O secretário regional das Finanças dos Açores (PSD/CDS/PPM), Duarte Freitas, disse hoje que o executivo decidiu manter em maio o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicado em abril, de 3,5 cêntimos por litro na gasolina e quatro cêntimos no gasóleo, revelando que a medida tem um impacto de “cerca de três milhões de euros” na receita fiscal.
“Esse aumento [dos combustíveis] já foi atenuado por via da redução do ISP que o Governo [Regional] iniciou em abril e continua em maio. Agora, é bom perceber-se que isso tem a ver com o mercado internacional. O Governo é a última entidade que gostaria de aumentar os combustíveis. Não depende do Governo. Há uma guerra, há uma situação mundial terrível”, afirmou, em declarações à Lusa.
A Federação Agrícola dos Açores manifestou “preocupação e indignação” face à possibilidade de uma “subida abrupta” na região dos preços dos combustíveis.
O PS/Açores defendeu que o Governo Regional deve devolver às famílias e às empresas parte da receita fiscal adicional que está a arrecadar com a subida dos preços.
Já o Bloco de Esquerda acusou o Governo Regional de não estar a cumprir a resolução apresentada pelo partido e aprovada no parlamento açoriano “que recomenda a aplicação de um desconto direto no preço dos combustíveis – através da redução do ISP – durante o período em que se verifique o aumento abrupto nos mercados internacionais de modo a mitigar os efeitos do aumento dos preços”.
A partir de sexta-feira a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passa a custar 1,921 euros por litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.
O preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura é fixado em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado consumido na pesca em 1,443 euros por litro.
O gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em garrafas de 26 litros ou mais, passa a custar 2,208 euros por quilo e o vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo.
O gás butano canalizado é fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em 1,801 euros por quilo.
Desde fevereiro, com este novo aumento, o preço da gasolina nos Açores sobe 32,3 cêntimos por litro, o preço do gasóleo 53 cêntimos por litro e o preço do gás butano 52,2 cêntimos por quilo.













