O grupo parlamentar do PS/Açores defendeu hoje a necessidade de “esclarecer com urgência” as medidas a adotar para reverter o encerramento das Termas da Ferraria, na ilha de São Miguel.
Em nota de imprensa, os deputados da oposição afirmam que o Governo Regional “deve esclarecer com urgência quais as medidas que pretende adotar para reverter esta situação, nomeadamente no que respeita à requalificação dos acessos, à definição de um novo modelo de exploração e à salvaguarda do potencial turístico e ambiental da Ferraria, bem como dos postos de trabalho associados àquele lugar”.
A posição do PS surge na sequência de uma informação divulgada pela Antena 1 Açores, segundo a qual a empresa que explora as Termas da Ferraria pediu o cancelamento do contrato e procedeu ao despedimento coletivo dos trabalhadores.
Análises técnicas preliminares efetuadas por equipas da Direção Regional das Obras Públicas e Laboratório Regional de Engenharia Civil classificaram a zona como “instável e perigosa”, tendo sido reconhecida “a inexistência de condições de segurança para circulação, tal como consta em comunicado do Governo, emitido pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a 16 de setembro de 2025”.
Para os socialistas, o encerramento das Termas da Ferraria “representa uma perda significativa para São Miguel e para a região, com impacto direto no emprego, na atividade turística e na valorização de um dos seus recursos naturais mais emblemáticos”.
Segundo a deputada Patrícia Miranda, este desfecho “não pode ser encarado como uma situação isolada, mas antes como o resultado de problemas há muito identificados e sem resposta eficaz, designadamente ao nível das condições de acesso à Ferraria e da ausência de uma solução estruturada que garantisse a estabilidade da sua exploração”.
“O encerramento agora anunciado confirma a incapacidade do Governo Regional em antecipar e resolver problemas conhecidos, deixando arrastar uma situação que culmina com o fecho de um equipamento com elevado potencial turístico e económico”, refere a deputada.
Patrícia Miranda sublinha que “as divergências entre o Governo Regional e a entidade gestora, agora tornadas públicas, evidenciam também a falta de diálogo e de acompanhamento eficaz por parte do executivo, contribuindo para um clima de instabilidade que afeta a confiança de quem investe na região”.
Fonte da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, contactada pela Lusa, referiu que não se pronuncia, para já, uma vez que não tem conhecimento oficial da rescisão do contrato.




