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É para Ele – a reverência está na devida maiúscula. Não para o Diabo, obviamente… nem para um outro da política, ‘the great pretender’ nas versões, The Platters dos anos 50, do século passado, bem como a versão posterior encenada e atualizada pelos Queen. Esta, mais inclusiva, igualitária e naturalmente causadora de inveja a outros tantos por quererem ser iguais e cerrar as alas à descida de ‘Dionísio’ da escadaria babélica, são todos, ele. Lembram-se do videoclip? Sendo que limpo de quaisquer reservas homoeróticas ou de heteroerotismo entre outros padrões psicológicos igualmente complexificados e subterfúgios de reforços plásticos ou pleonásticos de base a acusação da sociedade hodierna. Não pretendo assimilar na política enquanto tal, as idiossincrasias subjetivas dos seus atores que um ou noutro caso poderia passar à representação por uma figura anguípede galo-romana, sem esquecer a sua respetiva Brunilde.

Imbuído do espírito de abril intransponível, aplico as nuances naturais ao raciocínio ainda que por paródia ao tom de homenagem e prostração solene ante a complacência da democracia assimilada doença, i.e., ela não padece, é ela própria a doença. A legitimidade política esqueceu-se da abstenção cívica, da abstenção eleitoral, degenerando na acédia, entre pandemia e pandemónio. A nova ordem disseminou em sede de representação e dir-se-ia que por débil estado de perceção, apresenta-se de forma medíocre, no ser e estar ao serviço do Estado, mesmo em rememoração.

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Em homenagem aos de Abril recupero de uma reflexão de 2003, do então Presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral, convidado do Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, para o colóquio sobre a Revolução do 25 de Abril de 1974. Desta preleção sob o título, 25 de Abril: Democracia e Liberdade, em que o homem da Ala Liberal, defensor desassombrado dos direitos, liberdades e garantias, direitos fundamentais, a colar à pele – palavras suas ̶ “… de qualquer ser humano, seja qual for o ponto do globo onde se encontre.” ̶ tão caro neste momento da vida política dos seres humanos. Extraí as expressões, “autonomia das mentalidades” e no “âmbito da mentalidade e dos comportamentos individuais” os alicerces para a mudança… Estamos de facto perante a questão de mentalidade.

Mas de volta ao meu lugar na sala de crise do meu observatório, continuo que devem sentar-se todos à mesma mesa, terroristas e genocidas. Já não se distinguem e desejam beber em comemoração perante a morte do semelhante, diríamos nós – lembram-se da postura de Estado do ministro Itamar Bem Gvir – os que habitamos o mundo sem o ritual das sete voltas em redor da praça da Pedra Negra em Meca… a sobrar apenas a dúvida de qual a fila que ocupamos na cumplicidade moral dos sistemas de barbárie. Eis-nos no pináculo da democracia!

Há uns anos, num encontro na Universidade dos Açores, o Professor Adriano Moreira, disse-me, contextualmente: – Com os terroristas não se negoceia! A bitola desde então perdeu-se.

Alguns momentos após o último atentado a Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, para este obcecado por um galardão o tiro é uma medalha… um jovem em perplexidade ante as falhas de segurança desvalorizadas e os diagnósticos ad hoc, perguntou o que era a “falha sistémica” com um ar trocista. Respondi que podia ser a circunstância de encontrar bons profissionais a trabalhar em más organizações.

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