A intervenção da Magnífica Reitora a propósito do Centro Académico Clínico tem gerado reacções no mínimo confusas e de desinformação, que eu saiba a MR nunca colocou em causa a existência de 3 Hospitais na RAA, limitou-se a lançar o alerta de que era necessário a criação urgente de um GT para fazer o estudo da fundamentação da avaliação e criação de um Centro Académico Clínico nos Açores como instrumento indispensável para a manutenção do atual ensino da Medicina na Universidade dos Açores e eventual progresso do mesmo e como tenho dito “sem Bairrismos e pondo sempre o interesse dos Açores em primeiro lugar”.
Infelizmente, vivemos na Região do País, que tem a mais baixa esperança média de vida, que tem a prevalência de doenças, como as diabetes, que nos colocam na cauda do País, vivemos um inverno Demográfico que está a conduzir a um índice de envelhecimento acelarado, tudo situações graves que nos devem convocar a todos para em unidade ultrapassarmos esta dramática situação e com um grande impacto no setor da saúde nos Açores.
50 anos depois da Constituição da República Portuguesa ter aberto caminho à Autonomia Democrática dos Açores e criado as condições para a substituição de Ilhas e Distritos por Uma Região Autónoma, fazendo da divisão a União e tornando-nos mais fortes, surgem novamente bairrismos que só minam a nossa credibilidade e Unidade, tornando-nos mais fracos e assim uma presa fácil do Centralismo, não ver isto, é agravar ainda mais as dificuldades e os atrasos que já temos, incluindo a qualidade da Governação e do papel maligno de pequenos grupos que gravitam e se alimentam do Orçamento Regional.
Não existem ilhas de primeira e de segunda, todas contam e independentemente da sua localização e dimensão.




