O deputado do PSD Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz, voltou a pedir ao Governo o reforço do número de agentes da Polícia de Segurança Pública no arquipélago, defendendo também esclarecimentos sobre o estado de várias obras em instalações policiais nos Açores.
Durante uma intervenção dirigida ao executivo, o parlamentar social-democrata sublinhou que o reforço recente de efetivos ficou aquém das expectativas, situando-se, segundo indicou, em cerca de um terço do previsto, insistindo na necessidade de uma maior alocação de recursos humanos à região.
Paulo Moniz destacou ainda as especificidades do território açoriano, composto por várias ilhas, considerando que essa realidade exige um esforço acrescido na gestão operacional e na distribuição de meios policiais.
Em resposta, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, não avançou números concretos, mas referiu que a conclusão de cursos de formação atualmente em curso permitirá uma redistribuição de agentes, assegurando que os Açores estão entre as prioridades.
Também ouvido no parlamento, o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, apontou 2025 como o ano com maior execução no âmbito da lei de programação de investimentos em infraestruturas, referindo a existência de dezenas de projetos em curso ou concluídos em todo o país.
Segundo o governante, vários desses processos contam com a colaboração de autarquias, que apoiam a concretização e gestão das intervenções, num universo de cerca de 90 projetos.
No que respeita aos Açores, foram referidos projetos em diferentes fases em instalações da Guarda Nacional Republicana e da PSP, incluindo obras ou intervenções previstas em Ponta Delgada, Ribeira Grande e Nordeste, bem como em Angra do Heroísmo, São Roque do Pico, Vila do Porto e Vila Franca do Campo.
Relativamente à ilha do Corvo, onde não existe esquadra da PSP, o responsável indicou que está em curso o planeamento de uma futura instalação.
Para Paulo Moniz, a presença das forças de segurança nas ilhas de menor dimensão assume particular relevância, não apenas do ponto de vista operacional, mas também como sinal da presença do Estado e fator de confiança das populações nas instituições públicas.




