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A representante da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Moreira de Sousa, destacou hoje, no final de uma visita às Flores e ao Corvo, os desafios da insularidade daquelas comunidades, desde logo de acessibilidade e mobilidade.

Entre quinta-feira e hoje, Sofia Moreira de Sousa visitou as duas ilhas do grupo Ocidental dos Açores (Flores e Corvo), a convite do eurodeputado André Franqueira Rodrigues (PS), para acompanhar projetos financiados por fundos europeus e reforçar a presença da União Europeia nas Regiões Ultraperiféricas.

“É a primeira vez que visito o grupo Ocidental dos Açores. São ilhas lindíssimas, mas também ressalta bastante a insularidade e os desafios das pessoas que aqui vivem”, afirmou, em declarações à agência Lusa, apontando as dificuldades das populações ao nível da acessibilidade e mobilidade.

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A responsável disse ter sido “uma visita intensa”, mas “bastante gratificante”, que permitiu a deslocação a diversas infraestruturas que beneficiaram de financiamento europeu e são consideradas “estruturantes” para as populações locais, como o porto das Lajes das Flores, o Centro Cultural de Santa Cruz das Flores e, no Corvo, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) em processo de renovação.

Salientado o impacto concreto destes investimentos na qualidade de vida das populações, Sofia Moreira de Sousa considerou que a visita “foi uma ocasião para testemunhar os desafios da insularidade”, mas também “a beleza e o caráter único” destes territórios.

“Flores e Corvo são União Europeia. É importante estar presente, sentir e compreender os desafios, mas também as oportunidades destes territórios”, afirmou, acrescentando que a experiência será levada para reflexão junto das instituições europeias, em Bruxelas.

O eurodeputado André Franqueira Rodrigues também fez um balanço “muito positivo” da visita, sublinhando a importância de aproximar as instituições europeias das realidades locais.

“Foi mais uma oportunidade para termos nos Açores, nomeadamente nas Flores e no Corvo, a representação da Comissão Europeia em Portugal e ver assim ao vivo e de forma direta os efeitos das políticas comunitárias e o financiamento comunitário em vários projetos” com “relevância e dimensão económica”, sustentou o eurodeputado socialista açoriano, à Lusa.

A visita incluiu ainda encontros com jovens na Escola de Santa Cruz das Flores e autarcas, indicou.

Para o eurodeputado, “é muito importante perceber de que forma a política de coesão impacta as regiões ultraperiféricas, e em concreto no caso dos Açores, pois o arquipélago está no coração do Atlântico e é também parte da alma europeia”, num momento na União Europeia em que se está a discutir e a preparar o próximo quadro financeiro plurianual.

“Estas visitas são importantes, porque podemos comprovar de forma clara, e no terreno, aquela que é a expressão das políticas de coesão nas Regiões Ultraperiféricas. Estas regiões conferem profundidade e acrescentam diversidade e riqueza à própria União Europeia”, salientou André Franqueira Rodrigues.

O eurodeputado destacou também a necessidade de maior atenção às especificidades dos Açores, recordando as dificuldades inerentes ao arquipélago.

“Não é a mesma coisa viver nas ilhas mais pequenas ou nas maiores, e os florentinos e corvinos sabem isso”, disse, notando que a deslocação ao Corvo, incluindo a travessia marítima entre ilhas, tornou particularmente visível a realidade da insularidade e os desafios concretos que estes territórios enfrentam no dia-a-dia.

 

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