Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA
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Há um tempo antes e depois da liberalização do nosso espaço aéreo. A abertura decidida por Passos Coelho, em 2015, inaugurou um novo ciclo na economia açoriana, daí em diante mais diversificada pelo crescimento exponencial da atividade turística. Das duas companhias de bandeira, SATA e TAP, passamos hoje para 17, que ligam os Açores à Europa e América do Norte.

Entretanto, vieram e partiram operadores “low cost”.

EasyJet e Ryanair abriram as portas dos Açores a muitos viajantes que, de outra forma, nunca aqui teriam vindo. Principalmente à conta das operações destas companhias, cresceu o alojamento local, com o impacto que isso teve na economia, no emprego e também no parque habitacional – toda a medalha tem uma face e um reverso, portanto, sem qualquer dramatismo.

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Em 2017, a EasyJet cessou a sua atividade nos Açores, em circunstâncias nunca devidamente explicadas. O mercado dita as regras e acreditámos ser essa a razão do desfecho.

Até que, por estes dias, na refrega da abalada do operador que sobrava, ficámos a conhecer por que razão a EasyJet partiu tão cedo: por um lado, “uma companhia ultra-low cost [a Ryanair] a ser subsidiada, que permitia baixar preços de forma artificial” e, por outro, duas companhias, cujo dono é o Estado português e o Governo Regional, que utilizavam um modelo de tarifa para residentes, sem teto máximo, preferido pelos agentes de viagem, por propiciar maior margem de lucro, revelou José Lopes, diretor-geral da EasyJet em Portugal.

Afinal a preferência por uma companhia é antiga e tem história.

Quem atira a primeira pedra?

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