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A CGTP-IN/Açores alertou hoje para o agravamento das dificuldades financeiras dos trabalhadores e pensionistas, apesar do “crescimento económico e do aumento da riqueza”, criticando as opções políticas do executivo açoriano.

Segundo a estrutura sindical, o aumento generalizado dos preços de bens essenciais, como alimentação, energia e habitação, tem superado largamente a evolução dos salários, contrastando com a acumulação de “lucros das grandes empresas”.

“À semelhança dos anteriores, o ano de 2026 volta a ser marcado por dois factos contraditórios: o crescimento económico, com o aumento da riqueza, e o aumento das dificuldades financeiras de quem vive do seu salário ou pensão. Esta realidade é explicada pelos lucros das grandes empresas, que voltam a bater recordes, e pelo aumento generalizado dos preços”, aponta a CGTP nos Açores, numa nota de imprensa.

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A central sindical critica o Governo da República (PSD/CDS-PP) por “agravar” a situação dos trabalhadores – “através da imposição do pacote laboral, que significaria um retrocesso incompreensível na legislação do trabalho, aprofundando, ainda mais, os desequilíbrios sociais já existentes” – e favorecer “o grande patronato”.

“A exclusão da CGTP-IN das negociações” à lei laboral atualmente em curso é também apontada como sinal de que o Governo da República “não convive bem com as regras democráticas e com a pluralidade de opiniões, estando disponível a tudo para concretizar a vontade dos mais poderosos”.

No plano regional, as críticas recaem sobre as opções políticas do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que, é referido, “ameaçam o agravamento da situação” social no arquipélago.

“Desde logo, a privatização de duas empresas estratégicas – e lucrativas – do grupo EDA [Empresa de Eletricidade dos Açores] só poderá ter três consequências: o aumento do custo da eletricidade, para os cidadãos; a redução das receitas da região e o ataque aos direitos dos trabalhadores destas empresas”, aponta.

A estrutura apela ao Governo Regional para que intervenha “na dinamização do diálogo social, da negociação sindical e da distribuição justa da riqueza gerada”, alertando que “os Açores não podem ficar conhecidos pela região que bate, sucessivamente, dois recordes: o do crescimento da economia e da pobreza”.

“O Governo Regional não pode assistir impavidamente ao deteriorar das condições de vida da maioria dos açorianos. Tem de agir, com os instrumentos que estão ao seu dispor”, lê-se na nota assinada pelo coordenador da CGTP-IN/Açores, Rui Teixeira.

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