Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA
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Só há pouco a demografia passou a ser tema para alguma reflexão e, vá lá, o surgimento de umas quantas propostas, infelizmente, quase todas de natureza conjuntural, superficiais.

Mas o problema não é de agora, vem lá de trás, tem mais de uma década.

Em 2014, num documento partidário e público, escrevi sobre o assunto. Não estava a ser visionário, mas tão-só a olhar para o problema, com algum conhecimento na matéria, a partir da informação e da formação académica.

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“Um dos nossos problemas estruturais é a demografia. À dispersão geográfica junta-se a pequena dimensão populacional do arquipélago e de modo muito particular o despovoamento estrutural das ilhas de menor território.

O envelhecimento progressivo da população é patente em 12 dos 19 concelhos e contraria a análise superficial e a expressão tantas vezes repetida de que somos uma região jovem. Atente-se no dramatismo dos números: na última década (dados oficiais de 2004 a 2013) registaram-se menos 22,1% de nascimentos nos Açores. E no ano passado [2013], pela primeira vez, registou-se um saldo natural negativo [mais mortes do que nascimentos].

Esta problemática tem de ser colocada no centro do debate político, suportada por estudos projetivos e interdisciplinares e fornecedores de orientações, e consequentemente gerar verdadeiras políticas de fomento da natalidade, onde se cruzam os vetores da fiscalidade, da legislação laboral, das medidas sociais e das infraestruturas ligadas à educação e à mobilidade.

Sem a renovação do efetivo populacional o nosso futuro coletivo é cada vez mais Incerto”.

Pois.

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