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O Governo Regional dos Açores esclareceu que não foi solicitada por parte da Câmara Municipal da Povoação “qualquer colaboração adicional” face ao deslizamento de terras verificado em 08 de fevereiro, na freguesia da Ribeira Quente.

Naquele dia, um deslizamento de terras na freguesia de Ribeira Quente, concelho de Povoação, ilha de São Miguel, levou à retirada, por precaução, de cerca de duas dezenas de pessoas das suas habitações.

Na sequência de um requerimento de um grupo de deputados socialistas do parlamento regional, a Secretaria Regional de Assuntos Parlamentares e Comunidades informou que “se trata de uma via municipal, não tendo, contudo, sido solicitado, por parte da Câmara Municipal da Povoação, qualquer colaboração adicional ao Governo Regional para a resolução dos impactos verificados na sequência do movimento de vertente em questão”.

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O executivo açoriano adiantou na resposta ao requerimento que foi, no entanto, solicitada pela Câmara Municipal da Povoação a colaboração da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática no sentido de se “proceder à caracterização e análise da estabilidade geotécnica e geomorfológica do local”.

Em 09 de fevereiro, o Governo dos Açores solicitou a colaboração do Laboratório Regional de Engenharia Civil para que “procedesse à avaliação da estabilidade do referido local”, tendo, posteriormente, “remetido o respetivo relatório ao Município da Povoação, para conhecimento e devidos efeitos”.

Através da Direção Regional de Políticas Marítimas, serviço executivo da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, no âmbito do Domínio Público Marítimo, “foi autorizada, a pedido do Serviço Municipal de Proteção Civil da Povoação, e após consulta às entidades com competência na matéria, a deposição de material inerte resultante do movimento de vertente ocorrido em local distinto”.

O executivo açoriano adiantou que “não deu entrada na Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego qualquer pedido de apoio, ou foi sinalizada qualquer ocorrência a nível habitacional decorrente da intempérie mencionada”.

“Informa-se ainda que não foi acionado o protocolo da Proteção Civil, pelo que os serviços com competência na área da Habitação da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego não foram convocados para o local para participar no levantamento das ocorrências e na resolução dos eventuais problemas habitacionais originados”, acrescentou o Governo Regional na resposta aos deputados socialistas.

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