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Ele que por causa da ideologia personalista foi protegido intelectualmente por tantos e bons europeus, por razões às quais hoje acrescem, as sansões económicas, a razão democrática que inclui a morte na cumplicidade política, direi no crepuscular do Direito internacional, que também não são puníveis.

Acostumados, ficamos a fontes formais e fontes materiais do Direto que se transformam em faits divers. E assim nos precipitamos para a decadência seja através da discriminação política acima de qualquer outra já definida e registada nos Mortos pelo Estado, e ulteriormente pelas organizações internacionais e nós. “Incapazes de manter as mãos limpas e os nossos corações inalterados, sujamo-nos em contacto com os suores alheios, chafurdamos, sequiosos de nojo e ávidos de pestilência, no lamaçal unânime.”

Continuo a persistir creditado com as cauções de quem chegou primeiro do que eu. Mesmo depois de termos retomado políticas que devolveram os corpos aos “(…) mares convertidos em água benta, (…) e a nossa corrupção, demasiado profunda (…)”. Arrisco a evocar mesmo o conceito de “políticídio” de Barbara Harff e de R. J. Rummel assim como o de Populicide de Philippe de Villiers.

Apoiando-me em Robert Musil, por sua vez apoiado em Ernest Robert Curtius que se apoiou noutros, que quanto aos factos, também, aprendi desde que nasci; “A guerra pode ter tido mil causas diferentes, mas o certo é que não pode negar-se que cada uma delas – nacionalismo, patriotismo, imperialismo económico, mentalidade dos generais e diplomatas, tal como todas as outras – está ligada a certos pressupostos espirituais, que caracterizam uma situação comum e, assim, justamente, co-responsável pela decisão. ” “(…) a completa passividade relativamente aos grupos de especialistas que rodeavam a máquina do Estado, de modo que viajámos como num vagão-dormitório e só acordámos com o choque.” Já não temos idade para que nos façam passar por imbecis!

Todos os governos sabem da morte de 190 meninas no Irão, um dos crimes de guerra, mas a hipocrisia e a insídia na Comissão Europeia, ‘anunciaram’ a abertura de “processos formais sob a Lei de Serviços Digitais para investigar como o Snapchat expõe menores a aliciamento, recrutamento para fins criminais e produtos ilegais.”

Bem, imbecil e estúpido serão direitos humanos!

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