Autor: PM | Foto: Igreja Açores
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O bispo de Diocese de Angra, D. Armando Esteves Domingues, apelou hoje à paz e rejeitou qualquer uso da religião para justificar a guerra ou a violência, durante a celebração da Paixão do Senhor, na Sé de Angra.

Na alocução proferida na Sexta-Feira Santa, o prelado sublinhou que a cruz de Cristo representa uma mensagem de amor, perdão e entrega, afirmando que “não existe Deus da guerra” e que qualquer violência em nome de Deus constitui uma traição aos valores cristãos.

Num discurso marcado por referências ao contexto internacional atual, D. Armando Esteves Domingues destacou que a mensagem da Paixão continua a ser relevante, defendendo que a justiça, a paz e a fraternidade assentam na capacidade de dar a vida pelos outros e não na imposição pela força.

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O bispo açoriano considerou ainda que a cruz de Cristo não deve ser interpretada como um sinal de abandono, mas como expressão de solidariedade com o sofrimento humano, transformando o desespero em oração e esperança.

Durante a celebração, apelou à oração pela paz e pelos responsáveis políticos, evocando o sofrimento das populações afetadas por conflitos, incluindo vítimas civis, jovens enviados para a guerra e famílias enlutadas.

Apesar do cenário de violência, o responsável católico sublinhou a existência de sinais de esperança, apontando exemplos de solidariedade, ajuda humanitária e iniciativas de promoção da paz.

A intervenção terminou com uma referência a São Francisco de Assis, no contexto das comemorações dos 800 anos da sua morte, evocando a sua mensagem de paz e fraternidade como inspiração para os dias atuais.

A celebração da Paixão do Senhor integra o período do Sexta-Feira Santa, um dos momentos centrais da Páscoa, dedicado à reflexão sobre a morte de Jesus Cristo e a esperança na ressurreição.

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