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O deputado do PSD/Açores Joaquim Machado disse hoje que o PS “não tem autoridade política nem moral” para “dar lições” sobre pagamentos a fornecedores, porque o executivo paga mais cedo do que no final da governação socialista.

Segundo Joaquim Machado, citado numa nota de imprensa do partido, o Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM “paga hoje, em média, 25 dias mais cedo do que no final da governação do PS”, partido que governou a região entre 1996 e 2020.

O parlamentar social-democrata, que reagiu a afirmações do líder do PS/Açores e deputado socialista na Assembleia da República Francisco César, salientou que “os números oficiais desmentem a narrativa destrutiva e repetitiva do PS/Açores”, recordando que, “no quarto trimestre de 2025, o prazo médio de pagamento a fornecedores da região foi de 131 dias”.

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“Ora, no final de 2020 – último ano completo da governação socialista -, o prazo médio de pagamento a fornecedores era de 156 dias, exatamente o mesmo valor registado no final de 2019”, observou.

O social-democrata lembrou ainda que Francisco César “não é um observador externo ao passado que agora critica – foi deputado regional entre 2016 e 2022, vice-presidente do grupo parlamentar do PS/Açores entre 2010 e 2019, e presidente do grupo parlamentar entre 2019 e 2020”.

“Isto é, Francisco César exerceu funções políticas de responsabilidade precisamente quando o PS deixou a região com um prazo médio de pagamentos de 156 dias”, salientou.

O líder socialista açoriano disse, na segunda-feira, que, dada a situação “complicada do ponto de vista financeiro” da região, o executivo de coligação deve proporcionar “um plano de pagamentos aos seus fornecedores”.

Francisco César reuniu-se com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada para perceber as preocupações dos empresários e os problemas que a região está a ter do ponto de vista do setor turístico e da necessidade de “existir uma aposta na promoção do destino”.

No final do encontro, referiu a dificuldade que o Governo Regional tem em “cumprir com aqueles que são os seus compromissos do ponto de vista de pagar a quem presta serviços” e como a região vive uma “situação complicada do ponto de vista financeiro”, defendendo que o executivo tem que tomar medidas.

“A começar, para já, por proporcionar um plano de pagamentos aos seus fornecedores porque, se as pessoas não recebem, já é mau, não saberem quando é que vão receber ainda é pior”, afirmou.

Nesse sentido, reforçou que “é necessário estruturar, também com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada e com outros parceiros sociais, planos de pagamentos às empresas, para que as empresas saibam efetivamente quando é que vão receber”.

O social-democrata Joaquim Machado admitiu que “o problema não está totalmente resolvido” que “é evidente que há um caminho de melhoria”, mas insistiu que “os dados oficiais mostram uma descida do prazo médio de pagamentos face à herança do PS”.

“Não é sério fingir que o problema nasceu agora”, principalmente atendendo ao facto de o PS/Açores “ter terminado a sua governação com um prazo médio de pagamentos bem pior do que o atual”, acrescentou.

 

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