O deputado do CDS-PP/Açores Pedro Pinto considerou hoje que a finalização da reabilitação de 92 casas na Praia da Vitória, na ilha Terceira, prevista para este ano, é um “momento há muito esperado” pelos habitantes.
O parlamentar visitou hoje o Bairro Nascer do Sol, na Praia da Vitória, nos Açores, cuja empreitada de reabilitação se encontra na fase final, tendo afirmado que é “um momento há muito esperado pelos terceirenses”.
Pedro Pinto, citado numa nota de imprensa do partido, referiu que as casas foram cedidas a Portugal, em 2015, na sequência da redução da presença norte-americana na Base das Lajes, “tendo permanecido durante anos ao abandono, apesar das crescentes dificuldades no acesso à habitação” naquela ilha.
“Ainda este ano prevemos ter terceirenses a residir nestas casas, mais concretamente famílias que trabalham, que desesperam por uma casa, cujos salários não chegam para pedir um empréstimo ao banco, pois neste momento o preço da habitação está elevado”, afirmou.
O deputado do CDS-PP/Açores manifestou satisfação pelo andamento do processo, salientando tratar-se de “uma solução que vai ajudar a dar estabilidade às famílias que trabalham”.
Pedro Pinto criticou a governação anterior do Partido Socialista, afirmando que, em 2020, o Governo Regional da coligação PSD/CDS-PP/PPM encontrou “o resultado de anos de inação: casas degradadas, processos por resolver e nenhuma solução à vista para resolver o problema”.
“Durante demasiado tempo, este bairro foi deixado ao abandono, apesar das evidentes necessidades habitacionais existentes na ilha Terceira”, acrescentou.
O parlamentar destacou também o “papel decisivo” do vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, quando assumiu a tutela da habitação, recordando que foi necessário “fazer o trabalho que nunca tinha sido feito”.
“Estamos a falar de um processo que esteve bloqueado anos sem loteamento, sem infraestruturas e sem registos. Foram mais de dois anos só para legalizar o que devia estar resolvido há muito tempo”, referiu, salientando que só depois desse trabalho, realizado pelo executivo regional com a colaboração da Câmara Municipal da Praia da Vitória, foi possível avançar com a obra.
“O que está aqui a ser feito só é possível porque há uma vontade determinada do nosso Governo de coligação, muito em particular do seu vice-presidente, que arregaçou as mangas e cinco anos passados estamos prestes a entregar as casas”, acrescentou.
As 92 habitações, de tipologias T3 e T4, serão disponibilizadas em regime de arrendamento com opção de compra e a preços compatíveis com os rendimentos, dirigidas, sobretudo, à classe média, famílias e jovens trabalhadores que hoje são os mais penalizados no acesso à habitação, segundo o CDS-PP.




