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O BE/Açores considerou hoje que a redução do imposto sobre os combustíveis anunciada pelo Governo Regional “é insuficiente” devido ao “impacto negativo” que o aumento terá na economia regional.

A força política preconiza que o desconto “devia ser, pelo menos, de 5,2 cêntimos na gasolina e oito cêntimos no gasóleo, porque o enorme aumento de receita da região com o ISP nos últimos anos dá ao Governo Regional margem para dar um apoio maior às famílias e às empresas neste momento difícil”, segundo nota de imprensa do partido.

A redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) nos Açores vai traduzir-se num aumento de 6,9 cêntimos na gasolina e 12 cêntimos no gasóleo a partir de 01 de abril, revelou o Governo Regional.

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Em declarações à agência Lusa, o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública adiantou que o objetivo do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) foi “assegurar que o impacto para os açorianos” do aumento dos combustíveis “fosse substancialmente inferior ao que acontece no plano nacional”.

Para os bloquistas, a “evolução do valor do ISP e dos valores arrecadados pela região com este imposto ao longo dos últimos anos demonstram essa possibilidade de ir mais longe no desconto a aplicar a partir do próximo mês”, salvaguardando que se arrecadou em janeiro passado quase mais “800 mil euros de ISP do que em janeiro de 2025,” o que “representa um aumento de 14,2%”.

“E olhando para o valor nominal do ISP, verifica-se que entre março de 2025 e março de 2026 houve um aumento de 18,5% na gasolina e 11% no gasóleo”, frisa o Bloco.

Para o BE/Açores, o desconto no ISP anunciado pelo Governo Regional “é manifestamente insuficiente, tendo em conta, por um lado, o impacto negativo que o aumento dos preços dos combustíveis terá na economia de forma transversal”.

Por outro, acresce a “margem de manobra acumulada pelo sucessivo aumento de receitas com este imposto ao longo dos últimos anos”.

Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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