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Do outro lado do Atlântico a Europa que caucionou a criação da América tem baixado a exclave político norte-americano? Hipótese fascinante antes do seu insustentável declínio acelerado do império hereditário por arrastamento… A vera causa consubstanciada em factos do happening, mais do que indicação, mas do que pode ser sem esperar que a história se deixe corromper a prazo por uma espécie de período de neoplasia do tecido histórico cujo diagnóstico ‘levará’ à sujeição.

Como grassam os maus exemplos e os bons não têm tempo de antena, a invasão da política à esfera social, por extensões óbvias, a ‘proposição’ do presidente Donald Trump à primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, prefigura-se o mais recente ilogismo dos que a história não evitou combinar em lógica binária, inimigo-aliado, em épocas diferentes. O fundamento de avisar os aliados passivos – digo eu – sobre um ataque, sim tem proporções épicas e que se justifica convocar a memória, de novo, Georges Bernanos; “(…) l’imbécil préférerá toujours le slogan à la vérité (…)”.

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Por outro lado, recorde-se ainda do dito; ‘para ensinar é preciso saber, mas já educado é preciso ser. O abuso americano na mediática versão metafórica de Pearl Harbor configura na realidade além da diferença de traços de ‘grau de civilização,’ prefigura a incitação à ‘perversa’ desordem ainda que anarca… nos interstícios da violação do Direito Internacional, assim como à ilicitude do absurdo da negação ao direito de defesa do Irão, como fez Portugal, sem fúria, mas sem remédio e a evidenciar a sujeição ao acompanhar o aliado americano, na cólera dos imbecis que toma conta do mundo – patologia denunciada pelo autor de Les Grandes Cemitières sous la Lune.

A propósito de imbecis, em Terra Patrum diz a história que quando Cristóvão Colombo regressou das Américas, sobre a inocência dos índios contou à Rainha Isabel a Católica que foram presenteados pelos nativos com fardos de algodão, dardos e muitas outras coisas, que trocaram por contas de vidro e sinos. Trocaram com entusiamo tudo o que possuíam. Eram bem feitos, com corpos harmoniosos e rostos graciosos. Não transportavam armas, nem as conheciam, pois quando lhes mostraram uma espada, agarraram-na pela lâmina e cortaram-se, por ignorância. Não conheciam o ferro. Os seus dardos eram feitos de junco. Seriam bons servos. Disse ainda que com cinquenta homens, poderiam ser escravizados todos e tudo fariam. A rainha rejeitou. – Não há possibilidade de os escravizar! Com o ouro da expedição, a Rainha Isabel a Católica, tratou de mandar fazer um ostensório.

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