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Para o presidente do Conselho Europeu e para a presidente da Comissão Europeia, à razão da liderança acéfala da Europa, o discurso binário a propósito da temática de arquitetura comunitária já não os compromete na representação dado a dificuldade da unidade de ordem que não é. Não obstante essa ordem esboroada, na liderança de cada instituição da União Europeia, quem fala por ela, da estratégia comum, acomete-se de uma luta organicista pela dominância num formato bighorn sheep, sem conseguir fazer a união se reintegrar na realidade. Assim nos interessemos pelo discurso proferido por António Costa, presidente do Conselho Europeu no passado dia 10 e no discurso de Ursula von der Leyen, no dia anterior e verificamos, pelas prospetivas datadas de um e subjetivas do outro, antinómicas no seu conjunto, redundam na destituição da dimensão unionista tratada, apregoada e marginalizada em proveito de uma dimensão teorética própria de respostas de quem anda à procura de exercer uma espécie de summa potestas, no que concerne ao ‘poder mais alto’ por forma a corresponder à empiria da política com o desdém do realizador russo, Nikita Mikhalkov: “Diz-se que a democracia vai abrir uma torneira de água fresca, mas na realidade é aos esgotos que estamos a ligar-nos”. Imaginemo-nos a apostar num Estado-membro, com um presidente não eleito, a Ucrânia para integrar a União Europeia e que ameaça mobilizar o seu exército contra a Hungria, um Estado-membro e facto.

Bem, em estado de pregresso ao “dever de civilização” reencontrámos a política de cowboy. A Europa das Luzes, da verve de composição política, apagou-se em concreto; as luzes da razão económica, social e cultural por adesão à hegemonia política dos EUA. Estes já não os aliados da reconstrução europeia. Primam a sua ação externa em prol da defesa e segurança dos seus interesses nacionais, seja o que for o seu significado variável subjacente ao modelo económico das energias fósseis e balcanização para fins extrativos e especulativos dos recursos, os que no momento devolvem Poder de facto. Em suma, de forma primária sem qualquer ‘dúvida moral’ e desconforto pelas platitudes proferidas no presente, depois de por exemplo há cerca de 4 anos terem recusado a energia limpa nuclear ao jeito de uma eficiência de Pareto invertida por vassalagem petrolífera ao possidente americano conquanto a situação da europa seria de crise.

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Este close-up performático da política ocidental de anuência de culto da boçalidade a um líder político, o primeiro ex-presidente e presidente dos EUA e o primeiro candidato do Partido Republicano a ser julgado e condenado por vários crimes carece um tratamento de “razão anamnéstica” habermasiano.

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