O Festival das Reservas da Biosfera de Portugal pretende ser uma “plataforma de diálogo, de ação e de compromisso” com o desenvolvimento sustentável, defendeu o secretário regional do Ambiente e Ação Climática dos Açores, Alonso Miguel.
Citado num comunicado hoje divulgado a propósito da sessão de abertura da IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal, que decorre na ilha do Corvo, onde interveio na quinta-feira, o governante referiu ainda que evento é também um “contribuindo para reforçar o sentimento de pertença das comunidades às reservas da biosfera, distinção que é motivo de enorme orgulho para os açorianos”.
Para Alonso Miguel, o evento tem desempenhado um papel na “promoção de territórios sustentáveis e na valorização do património natural, cultural e humano”.
De acordo com o titular da pasta do Ambiente, a esta edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal “assume um significado particularmente especial, uma vez que encerra um ciclo iniciado há quatro anos nos Açores, com o objetivo de dar visibilidade às quatro reservas da biosfera da região”.
“Este festival tem trilhado um percurso de sucesso nos Açores, com a realização da primeira edição na ilha Graciosa, em 2023, tendo tido continuidade nas Fajãs de São Jorge, em 2024, e migrando para as Flores em 2025, sendo agora com especial entusiasmo que acolhemos esta quarta edição na ilha do Corvo”, afirmou.
Alonso Miguel recordou que o Corvo foi reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO em 2007, sendo, a par da Graciosa, a segunda mais antiga de Portugal.
“O Corvo encerra um território pequeno em área emersa, mas enorme do ponto de vista da riqueza do seu património natural, cultural e social”, afirmou, acrescentando que “a ilha, com apenas 17,1 km², apresenta uma rara beleza paisagística, marcada pela imponência do Caldeirão e pela concentração de ecossistemas de elevado valor ecológico”, afirmou.
O governante destacou também a forte dimensão cultural da ilha e a capacidade da comunidade local em preservar tradições e práticas culturais únicas, referindo que o Corvo constitui “um dos exemplos mais expressivos da relação harmoniosa entre o homem e a natureza”.




