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O BE/Açores defendeu hoje que o Programa de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) deve investir na criação de “mais habitação a preços acessíveis” e dar continuidade ao programa de aquisição de painéis solares na região.

“Em nosso entender o investimento público que for realizado com este PTRR não pode esquecer a habitação, a criação de mais habitação a preços acessíveis para a população”, afirmou António Lima.

O deputado único do BE na Assembleia dos Açores falava na sede da Presidência do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), em Ponta Delgada, onde o líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, está a receber os partidos a propósito do PTRR.

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Para o bloquista, a habitação deve ser uma “prioridade” do PTRR nos Açores.

“Quando falamos de habitação falámos de construção de habitação pública para arrendamento a preços acessíveis. É esse o objetivo”, reforçou.

António Lima considerou, também, que aquele programa deve servir para promover a continuidade do SOLENERGE, o programa regional, suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que financiou a aquisição de sistemas solares fotovoltaicos.

“A transição enérgica deve ser feita com justiça social e há muita gente que não teve esse benefício e continua a pagar faturas muito elevadas”, reforçou.

O líder do Bloco nos Açores também reconheceu que o investimento da rede viária deve ser uma “prioridade”, “sobretudo as vias que estão mais sujeitas a risco de derrocadas ou risco sísmico”.

António Lima sinalizou que o PTRR “não é apenas um programa de recuperação, mas sim um programa de investimentos para dar mais resistência aos territórios” para defender que os Açores “têm de estar incluídos” no plano.

“A verba que for alocada à região deve ser de gestão regional, seja neste programa de investimentos e o mesmo se aplica aos fundos comunitários”, afirmou.

O primeiro-ministro anunciou em 12 de fevereiro a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo, que assolou Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro, e atuar nas infraestruturas mais críticas.

 

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