PUB

A rede que visa antecipar riscos associados a pragas e doenças na agricultura dos Açores está a ser reforçada, contando com 55 estações meteorológicas automáticas e 105 postos de observação biológica, revelou hoje o executivo.

A Rede de Monitorização e Avisos Agrícolas dos Açores (RMAAA) é considera uma infraestrutura “estratégica para a proteção integrada e sustentabilidade das culturas regionais”, de acordo com a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, segundo uma nota de imprensa.

A estrutura é gerida pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação e “combina a monitorização fitossanitária e meteorológica com a emissão de alertas em tempo útil”.

A Secretaria Regional da Agricultura pretende com este instrumento “antecipar riscos associados a pragas e doenças, permitindo aos agricultores e técnicos reduzir a aplicação desnecessária de produtos fitofarmacêuticos”.

Atualmente, a infraestrutura conta com 55 estações meteorológicas automáticas e 105 postos de observação biológica nas ilhas Terceira (24), Santa Maria (19), São Miguel (15), Graciosa (12), Pico (11), São Jorge (nove), Faial (nove), Flores (três) e Corvo (três).

Segundo a nota de imprensa, nos postos de observação biológica, com base em armadilhas e observações diretas, é feito o rastreio sistemático de organismos prejudiciais ao setor, como a mosca-da-fruta, a mosca da asa manchada, o escaravelho japonês, o gorgulho-da-bananeira, bem como doenças fúngicas como o míldio e o oídio da vinha.

Toda a informação climática e biológica recolhida alimenta modelos de previsão avançados e é integrada numa plataforma digital e numa aplicação móvel, que permite “emitir alertas de risco precisos e disponibilizar recomendações técnicas aos produtores em tempo real”.

Citado na nota de imprensa, o secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, refere que a rede “representa um pilar essencial para a modernização da agricultura e para a proteção sustentável das culturas em todas as ilhas do arquipélago”.

“Hoje, mais do que nunca, reforçar esta infraestrutura significa dar aos agricultores melhores condições para antecipar riscos, planear intervenções com maior segurança e reduzir o uso desnecessário de produtos fitofarmacêuticos. Trata-se de investir no conhecimento, na inovação e na resiliência do nosso setor agrícola”, disse.

António Ventura garante ainda que este reforço tecnológico e de proximidade é “um passo decisivo para garantir que a agricultura açoriana continua a ser uma referência de qualidade, sustentabilidade e proteção dos recursos naturais”.

A recolha de dados no campo, que tem sido assegurada num modelo colaborativo com associações e cooperativas, “encontra-se agora numa fase de transição gradual para os Serviços de Desenvolvimento Agrário de Ilha, consolidando a capacidade técnica da administração pública regional”.

PUB