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Trabalhadores da Global EDA e da Segma, empresas do grupo EDA – Eletricidade dos Açores, concentraram-se hoje junto à sede da presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, contra a privatização e pela garantia dos postos de trabalho.

Rui Medeiros, do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), disse à agência Lusa que os trabalhadores querem também que sejam garantidos “os direitos e regalias que (…) foram adquirindo ao longo dos anos”.

O sindicalista sublinhou que se pretende que o acordo de empresa da Global Eda e da Segma seja mantido, bem como “outras regalias que foram sendo adquiridas e não foram plasmadas nos acordos”, exigindo que sejam “salvaguardadas numa possível venda”, além dos postos de trabalho.

Segundo Rui Medeiros, os trabalhadores “não compreendem porque é que o Governo Regional foi logo escolher a Segma (60 pessoas) e a Global EDA (75 pessoas)” para privatizar no universo da elétrica açoriana EDA.

“Não havendo alternativa a essa solução, queremos a garantia dos postos de trabalho e das regalias que foram adquiridas ao longo dos anos, o que não temos tido por parte do Governo Regional até ao momento”, afirmou o sindicalista.

Além da concentração de hoje, o sindicato está a promover uma petição ‘online’ para entregar na Assembleia Legislativa Regional dos Açores e promover a discussão da privatização no parlamento.

Num documento entregue hoje na presidência do Governo dos Açores, é considerado que a decisão do executivo açoriano está “desprovida de fundamentação técnica ou económica que a justifique”, sendo que a intenção de venda “gera uma profunda instabilidade e angústia em dezenas de famílias”.

É também referido que a cláusula que prevê o impedimento de despedimento coletivo por apenas seis meses “é manifestamente insuficiente e elucidativa da não garantia de direitos laborais”.

O presidente do Conselho de Administração da EDA, Paulo André, já afirmou que os postos de trabalho não serão colocados em causa, assegurando tranquilidade aos trabalhadores.

O Conselho do Governo aprovou o início do procedimento de alienação em novembro de 2025, com o processo a prosseguir este ano.

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