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O PCP faz hoje 105 anos. Nenhuma outra organização recebeu tantas declarações de irrelevância e certidões de óbito. Na ditadura, teve a honra de ser chamado de inimigo interno e de terrorista por quem mandava a PIDE prender e matar quem perturbasse a ordem pública. Foi esse o preço a pagar por não silenciar a pobreza institucionalizada. Por lutar contra a corrupção generalizada e a troca de favores permanente entre governo e as sete famílias donas dos grupos económicos que dominavam o país. Esse preço foi muito alto: mortes, prisões e a dura vida na clandestinidade, deixando para trás a família, para lutar por uma vida melhor para o Povo Português, pela Democracia e pela Liberdade. Hoje, pagaríamos de novo esse preço.

O silenciamento na comunicação social é uma constante, mas nunca atingiu patamares tão elevados. Nos últimos 10 anos, não há uma única entrevista ao secretário geral do PCP no jornal da noite da SIC. Na TVI, são 6 anos. Em 2025, numa rara entrevista na RTP, feita na campanha eleitoral, não houve qualquer pergunta sobre a situação nacional. Nos últimos 7 anos, nenhum dos comentadores fixos nos canais da SIC foi do PCP.

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Nunca defendendo Sadam Hussein, condenou a guerra no Iraque e denunciou as mentiras de ontem e de hoje. Não defendendo o regime iraniano, condena o ataque ao Irão. Não defendendo o Hamas, denuncia a mortandade de crianças palestinianas. Denuncia a sede de poder que está na origem das guerras, enfrentando os enormes esforços para a ocultar.

Nem de propósito, esta semana, PSD, CH, PS e IL chumbaram a proposta do PCP para acabar com os reembolsos das passagens aéreas, na comissão especializada da Assembleia da República. Aqueles que, nos Açores, gritam contra os reembolsos, longe das câmaras, faltam à palavra dada. Quanto ao PCP, a coerência de sempre explica porque está onde sempre esteve: ao lado das populações, dos trabalhadores e da justiça social. Explica também as tentativas para o silenciar. Um partido assim é insubstituível, capaz de resistir a todas as habituais e precipitadas certidões de óbito. Em particular, nos momentos mais difíceis!

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