O Governo dos Açores afirmou hoje que vários indicadores do sistema regional de saúde revelam sinais de evolução positiva nos últimos anos, numa nota enviada à comunicação social após a divulgação do estudo sobre condições de vida e rendimento dos açorianos, do Instituto Nacional de Estatística (INE).
No comunicado, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, tutelada por Mónica Seidi, refere que os resultados do inquérito ICOR assentam numa amostra estatística relativamente limitada quando comparada com o universo da população do arquipélago.
Segundo a tutela, em 2025 foram referenciados 1.982 alojamentos nos Açores, correspondendo a cerca de 5.400 pessoas, das quais pouco mais de quatro mil responderam ao questionário.
Ainda assim, o executivo regional sustenta que a evolução da atividade assistencial no Serviço Regional de Saúde demonstra capacidade de recuperação e adaptação do sistema, destacando vários indicadores considerados positivos.
Entre eles está a cobertura de médicos de família, que desde 2022 se mantém acima dos 91%, o que representa cerca de 239 mil utentes com médico atribuído num total aproximado de 263 mil inscritos no sistema regional.
A taxa de utilização das consultas nos cuidados de saúde primários também tem vindo a aumentar, situando-se nos 86% em 2025. A percentagem de utentes que tiveram pelo menos uma consulta com o respetivo médico de família nos últimos três anos subiu igualmente, passando de 74% em 2024 para 77% no ano passado.
No acompanhamento infantil, aumentou a proporção de crianças que realizaram pelo menos seis consultas de vigilância no primeiro ano de vida, indicador que passou de 58% em 2024 para 64% em 2025.
Em termos de atividade assistencial, foram realizadas mais de 644 mil consultas de medicina geral e familiar em 2025, a que se somam cerca de 162 mil atendimentos em unidades básicas de urgência.
Na área da saúde oral, a secretaria regional reconhece que os números ainda ficam aquém do desejável, mas salienta a evolução registada desde 2022. No ano passado foram efetuadas mais de 34 mil consultas de medicina dentária, num contexto marcado pela introdução do programa cheque-dentista e pela criação da carreira de médico dentista no sistema regional.
As consultas de enfermagem ultrapassaram as 789 mil em 2025, representando um aumento de quase 60 mil face ao ano anterior.
Nos hospitais da Região realizaram-se mais de 318 mil consultas médicas, enquanto a atividade cirúrgica abrangeu cerca de 11.900 doentes. O Governo Regional recorda que, nos últimos dois anos, os três hospitais enfrentaram constrangimentos devido a obras no Hospital do Divino Espírito Santo, no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e no Hospital da Horta, bem como ao incêndio ocorrido no hospital de Ponta Delgada, que reduziu a disponibilidade de salas de bloco operatório.
A atividade de hospital de dia também registou crescimento, com mais de 78 mil sessões realizadas em 2025.
Na nota enviada às redações, a secretaria regional reconhece que o setor enfrenta ainda desafios, mas sublinha os resultados alcançados e o trabalho dos profissionais do Serviço Regional de Saúde, garantindo que o executivo continuará, em 2026, a apostar no reforço de um sistema “mais humanista, robusto e capaz de responder às necessidades da população”.




