Sim. Irão todos para e por onde alguns quiserem, os mercados, mais do mesmo. As retóricas inerentes às narrativas com garantias de munificência política estão mascaradas pelos pontos cardeais com algum dictum, porém de facto o objetivo de mudar um regime a partir de fora traz o que nenhum povo é capaz de identificar, a mudança das fontes de variedades de rangebait, se a memória não vos atraiçoa. Hão de vos contar outra história.
Uma certa revolução “anti-imperialista” com a remoção de um do protagonista Mohammad Reza Pahlavi, em 1979, de transição promovida pelos Estados ocidentais, Reino Unido, EUA e Israel, desde então o ódio ao regime foi-se caracterizando de forma platónica, no que concerne ao governo caber ao homens sábios… O ano passado o Banco Ayandeh ficou sob a alçada da justiça cujo vetor simbólico, a construção do luxuoso centro comercial e de serviços lúdicos, dir-se-ia a ocidente, das arábias, destinado à galáctica classe dominante enquanto o povo sobrevivia com o roadbook da fome. O banco faliu por acumulação de prejuízos de cerca de 5 biliões de euros. Um produto acabado de fraude e corrupção generalizadas. O facto de o Estado ter tentado ocultar a dimensão do colapso do banco não impediu que os clientes ficassem arruinados, assim como ao incendiarem a sede em Teerão tão só espoletou e municiou a revolta. A sociedade reagiu, não por querer a mudança de regime, mas a recuperação das suas poupanças pelo que a violência exacerbou com esse no conjunto de colapsos.
Estaria alguém de contrarregra? No último Fórum Económico mundial, em Davos, Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA fez questão, algo alvissareiro, de contemplar: [Funcionou porque a economia deles entrou em colapso. Vimos um grande banco falir. O banco central começou a imprimir dinheiro. Há escassez de dólares. Eles não conseguem importar, e é por isso que as pessoas foram para a rua.]
Nas manifestações do início deste ano, não foi evocado, um regresso? O retorno do Xá e a restauração do Império Persa, mas com o filho mais velho do último Xá, exilado nos EUA, considerado como a “Esperança da Democracia no Irão”?




