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Um grupo de militantes do PS/Açores apresentou hoje uma “plataforma de reflexão e intervenção” designada “Compromisso com os Açores” que pretende estar “aberta à sociedade” e contribuir para criar uma “alternativa sólida” para a região.

“A iniciativa surge num contexto que os promotores classificam como ‘particularmente crítico’ para os Açores. A atual solução governativa é descrita como fragilizada, sem rumo estratégico claro e concentrada na sua própria sobrevivência política, alimentando um clima de desânimo e descrença que se estende aos setores sociais e económicos”, adiantam os promotores em nota de imprensa.

Além do “desgaste governativo”, os responsáveis pelo “Compromisso com os Açores” visam as “dificuldades das oposições em se afirmarem como verdadeira alternativa”.

“A situação política regional caracteriza-se não apenas por desgaste governativo, mas também por uma insuficiente afirmação de uma alternativa mobilizadora e estruturada”, lê-se no comunicado.

A plataforma de reflexão política foi apresentada hoje em Ponta Delgada pelos antigos deputados regionais do PS José San-Bento e Nuno Tomé e por Pedro Arruda, empresário, militante socialista e comentador em órgãos de comunicação social regionais.

“O ‘Compromisso com os Açores’, promovido por um grupo de militantes do PS/Açores, mas assumidamente aberto à sociedade civil, independentes e academia, pretende criar um espaço plural de debate estratégico, formulação de propostas e preparação governativa”, explicam.

A primeira iniciativa pública do grupo vai acontecer a 23 de maio num encontro designado por “Congresso da Autonomia”.

A “atualização do modelo económico”, a “sustentabilidade financeira e a credibilidade institucional da região”, o “reforço da qualidade da governação”, a “modernização económica”, a “coesão social e demográfica”, a relação com a República e o “combate à polarização e desinformação” são apresentados como temas prioritários para a próxima década.

“O que está em causa não é apenas a alternância governativa. Está em causa a qualidade da democracia regional, a credibilidade das instituições e a capacidade de os Açores enfrentarem os desafios estruturais das próximas décadas”, defendem.

No seu entendimento, a plataforma deve “contribuir para um novo ciclo político regional ‘pós-populismo’, assente na credibilidade, na moderação e na responsabilidade institucional”.

“Os Açores não podem ficar reféns nem da inércia governativa, nem da expectativa passiva de desgaste político”, alertam.

A iniciativa foi apresentada hoje pelo simbolismo de ter sido a 02 de março de 1895 que decorreu a aprovação do primeiro decreto de Autonomia Administrativa dos Distritos dos Açores.

O PS é o maior partido da oposição no arquipélago, governado por uma coligação PSD/CDS-PP/PPM.

 

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