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O líder do PS/Açores manifestou hoje “profunda preocupação” com “a escalada militar no Médio Oriente” e considerou que a posição assumida pelo Governo açoriano foi tardia face a “uma situação de enorme dimensão”.

“Estamos perante uma situação de enorme dimensão e impacto internacional. Exigia-se uma reação mais célere e politicamente clara”, afirmou Francisco César, numa nota de imprensa, onde alerta para os riscos de agravamento da instabilidade e das suas consequências para a segurança internacional.

Francisco César reagia assim às recentes declarações do presidente do Governo dos Açores sobre esta operação militar.

“O risco de escalada é evidente e as consequências podem ser profundamente desestabilizadoras”, alertou o socialista, citado na nota.

O líder do PS/Açores sublinhou ainda que “qualquer ação militar tem de respeitar o Direito Internacional”.

“Ataques preventivos apenas encontram legitimidade perante uma ameaça iminente claramente demonstrável. A erosão destas regras constitui um precedente perigoso para a ordem global”, afirmou.

Francisco César afirmou que “o regime iraniano é um regime de natureza profundamente autocrática, com um histórico de atuação desestabilizadora a nível regional e potencialmente global”, acrescentando que “a prossecução de capacidades nucleares militares é incompatível com a segurança internacional e deve ser firmemente rejeitada”.

Nesse sentido, defendeu que “o diálogo e a negociação continuam a ser o único caminho sustentável para reduzir tensões e evitar uma escalada prolongada”, lamentando o “fracasso dos esforços diplomáticos que poderiam ter prevenido o atual cenário”.

Francisco César sublinhou que “a existência de vítimas civis é profundamente lamentável” e apelou a todas as partes para atuarem “com máxima contenção e respeito pelo direito humanitário internacional”.

O líder do PS/Açores defendeu também “a cessação urgente das hostilidades, a retoma imediata dos canais diplomáticos multilaterais e o reforço do papel da comunidade internacional na estabilização da região”, considerando que “só uma resposta responsável e coordenada poderá preservar a paz e a segurança internacionais”.

No domingo, o presidente do Governo dos Açores afirmou que o Acordo Bilateral de Defesa e Cooperação entre Portugal e os Estados Unidos “foi cumprido” e que a importância dos Açores “foi reconfirmada” com o recente ataque ao Irão.

Numa declaração política sem direito a perguntas, Bolieiro referiu que, “no atual contexto internacional de guerra”, o Governo dos Açores e o Governo da República “mantiveram contactos e troca de informação”.

Já hoje, o presidente do Governo dos Açores disse esperar que o relacionamento do seu executivo com o Governo da República se mantenha relativamente à informação sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos.

“O que eu quis sinalizar, sobretudo, foi que o relacionamento com o Governo da República quanto à informação, que nós exigimos, e que é de bom-tom, se mantenha”, afirmou José Manuel Bolieiro.

A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

 

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