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O Chega/Açores pediu “esclarecimentos urgentes” ao Governo Regional sobre o estado de conservação, manutenção e segurança dos autocarros que asseguram o transporte público e o transporte escolar em todas as ilhas do arquipélago, divulgou hoje o partido.

Segundo uma nota de imprensa do Chega açoriano, o seu grupo parlamentar questionou o executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM através de um requerimento enviado hoje à Assembleia Legislativa Regional.

No documento, os deputados regionais asseguram que “são recorrentes os relatos de avarias mecânicas, degradação evidente das viaturas e infiltrações de água no interior dos autocarros”, indicando que a situação, “particularmente grave” em dias de chuva, afeta diretamente os utentes, muitos deles crianças e jovens em idade escolar.

O Chega/Açores dá o exemplo de um incidente, ocorrido na ilha das Flores, no início deste ano, “onde um autocarro afeto ao transporte escolar partiu o eixo traseiro durante um percurso regular”.

“Tendo em conta o relevo acidentado e as características sinuosas da rede viária daquela ilha, este episódio poderia ter tido consequências dramáticas”, salienta.

Como o partido considera que a segurança no transporte escolar “não é um detalhe administrativo, mas sim uma responsabilidade política”, pergunta ao Governo Regional se tem conhecimento formal de incidentes registados com o transporte público e, principalmente, com o transporte escolar, e qual o procedimento adotado em caso de queixa.

Os parlamentares questionam também se foram determinadas inspeções extraordinárias ou independentes à frota, após o incidente que ocorreu na ilha das Flores, e se estão a ser cumpridos integralmente os prazos legais das inspeções técnicas periódicas dos autocarros que realizam o transporte escolar.

“O Chega/Açores considera inaceitável que se coloque em risco a segurança de crianças e jovens por falta de manutenção adequada ou eventual negligência na fiscalização”, afirma o deputado José Paulo Sousa, citado na nota.

Para o parlamentar, nestas matérias, “não pode haver complacência nem silêncio”.

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