A Câmara Municipal de Ponta Delgada, em São Miguel, nos Açores, está a promover uma recolha solidária de bens para ajudar famílias de Portugal continental que foram afetadas pelas intempéries registadas nas últimas semanas.
Segundo uma nota de imprensa da autarquia, os donativos poderão ser entregues na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPD), entidade parceira da ação solidária.
No âmbito da iniciativa, estão a ser recolhidos, entre outros, bens não perecíveis, artigos de higiene pessoal, vestuário, têxteis de lar e materiais de construção.
Os bens recolhidos permitem “dar resposta às necessidades mais urgentes das famílias afetadas” pelo mau tempo.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada apela à participação solidária da população, sublinhando que “todos os contributos são relevantes neste momento particularmente difícil”.
“Em vários momentos da nossa história, Ponta Delgada conheceu bem de perto aquilo que é a solidariedade nacional. Agora, chegou a nossa vez de dizer ‘presente’ e [de] estarmos ao lado dos municípios que foram afetados pelas terríveis cheias que estão a assolar o nosso país”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, citado no comunicado.
O presidente da direção da AHBVPD, João Paulo Medeiros, também citado na nota, refere que os voluntários se associam “com muito gosto” à iniciativa solidária.
“Estamos abertos 24 horas por dia, sete dias por semana para receber os donativos, num gesto de solidariedade para com os nossos irmãos de Portugal continental”, disse.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




