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O festival Tremor regressa a São Miguel, nos Açores, de 24 a 28 de março, para voltar a “descobrir coisas novas”, com Yerai Cortés, Arsenal Mikebe, Vaiapraia, Cate La Bom e a Escola de Música de Rabo de Peixe.

“Esta procura, sempre, pela novidade, pela surpresa, é algo que nos motiva bastante. E também é bom ver que isso é refletido no público que nos visita que também procura descobrir coisas novas”, explica à agência Lusa Márcio Laranjeira, da organização.

O festival, que anunciou hoje o fecho do cartaz, tem tido o “desafio” de se “reinventar” edição após edição, “sem cair num formato repetido”, segundo Márcio Laranjeira, que acredita que o “público e a dinâmica” do evento “pedem essa renovação”.

“É claro que há tradições do festival que já são icónicas e ainda bem, mas essa ideia de procurar coisas novas, lugares novos, formas novas de fazer e novas comunidades é algo que nos motiva bastante e que nos dá bastante ímpeto ano após ano”, reforça.

Entre os destaques da edição de 2026 encontra-se o concerto de abertura do guitarrista de flamengo espanhol Yerai Cortez, “uma das revelações da música espanhola dos últimos anos”, que promete um “concerto inacreditável” no Coliseu Micaelense.

O português Vaiapraia vai protagonizar uma “festa bonita” nas Portas do Mar (25 de março), enquanto Arsenal Mikebe e HHY vão celebrar a “nova música do continente africano” num dos “espetáculos com mais energia” do festival (26 de março).

A atuação da artista galesa Cate Le Bon, que consegue “criar universos sonoros íntimos”, também será um “dos momentos altos” (28 de março), tal como o concerto dos Som Sim Zero (grupo que nasceu no festival e junta os ondamarela e a Associação de Surdos de São Miguel), que este ano vão homenagear o ‘heavy metal’ açoriano.

“Um espetáculo que vai ser uma ode ao ‘heavy metal’ açoriano, a esta história riquíssima das bandas de metal açoriano e desta relação do metal com o território. Esse espetáculo único foi criado pelos Som Sim Zero com músicos de bandas de ‘heavy metal’ dos Açores”.

Na edição deste ano, a Escola de Música de Rabo Peixe, outro dos “marcos” do Tremor, vai juntar-se ao músico brasileiro Itiberê Zwarg, que foi baixista da banda de Hermeto Pascoal e já colaborou com artistas como Elis Regina ou Caetano Veloso.

“São dois projetos que já se tornaram emblemáticos e cabeças de cartaz do festival e isso é muito bonito e importante”, destaca Márcio Laranjeira, referindo-se aos Som Sim Zero e à Escola de Música de Rabo de Peixe.

Além de concertos surpresa em locais da ilha, o festival promove duas exposições para “aprofundar o diálogo entre o território e a comunidade”, que resultam de uma parceria com o Centro Cultural da Caloura e de uma proposta de Mariana Lopes.

A ligação do Tremor à rádio comunitária Vaivém vai permitir dar palco a “artistas emergentes” e criar “uma rádio temporária, com emissões regulares durante o festival, a serem ocupadas por propostas recolhidas através de convocatória aberta”.

Do cartaz do Tremor constam, ainda, nomes como Amijas, Angine de Poitrine, Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko, aya, DJ Travella, Coletivo Plugg, Matías Aguayo, MONCHMONCH e Use Knife, Abdullah Miniawy, Angry Blackmen, ASCA, Buried by Lava, Candy Diaz, CLUB C.C.C., Engengroaldenga, George Silver, Housepainters, Jup do Bairro, La Família Gitana, Maria Carolina, MC Falcona, Mix`Elle, NTK, Pedrinho Xalé, The Bug + Warrior Queen.

Os passes gerais esgotaram em outubro de 2025, estando disponíveis a partir de hoje os bilhetes para o fim de semana e para os espetáculos noturnos.

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