O grupo Ocidental do arquipélago dos Açores vai estar a partir das 15:00 de hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, que se agravará para laranja na terça-feira, anunciou hoje o IPMA.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o grupo composto pelas ilhas do Corvo e das Flores vai estar sob aviso amarelo (o menos grave numa escala de três) entre as 15:00 locais (16:00 em Lisboa) e as 06:00 de segunda-feira, e das 15:00 às 24:00 de segunda-feira devido à forte agitação marítima, com ondulação de oeste.
A partir dessa hora, o IPMA eleva o aviso para laranja – o segundo mais grave – que se manterá até às 12:00 de terça-feira, baixando depois novamente para amarelo, até às 09:00 de quarta-feira. É esperada forte ondulação de sudoeste.
O grupo Ocidental está ainda sob aviso amarelo devido a chuva forte até às 24:00 de hoje, passando-se o mesmo com o grupo Central (Graciosa, Terceira, São Jorge, Faial e Pico), onde o aviso se estende até às 03:00 de segunda-feira.
Em Portugal continental, apenas os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo, por causa da queda de neve acima de 1.300 metros, com acumulação de cerca de cinco centímetros acima dos 1.600 metros.
O IPMA chama a atenção para os impactos prováveis, como acumulação e possível formação de gelo, causando interdição ou condicionamento de vias, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.
O instituto alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.





