Autor: PM/Lusa | Foto: Bioma Restaurant
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Da ilha do Pico para o topo da gastronomia nacional: o Bioma Restaurant é o vencedor na categoria “Restaurante do Ano 2025”, distinção atribuída pela Revista de Vinhos na cerimónia “Os Melhores do Ano de 2025”, que decorreu hoje no edifício da Alfândega do Porto.

O projeto foi fundado pelo chef português Rafael Ávila Melo e pelo chef argentino Franco Pinilla, e já tinha sido reconhecido com o Prémio Nacional de Turismo 2025 na categoria de Turismo Gastronómico. No Bioma, os chefs transformam produtos da ilha do Pico e dos Açores em alta cozinha, afirmando o território como um dos polos gastronómicos mais criativos do país.

Da gastronomia atlântica para o vinho alentejano, o Cartuxa Reserva 2019, da Fundação Eugénio de Almeida, foi distinguido como “Melhor Vinho do Ano 2025”, revelou Nuno Pires, diretor da Revista de Vinhos, durante a cerimónia.

“A Fundação Eugénio de Almeida é uma marca com um grande histórico que consegue produzir grandes quantidades para poder estar nos mercados internacionais”, destacou Nuno Pires, à margem do evento.

O responsável recordou ainda que a fundação é produtora do Pêra-Manca, considerado um vinho ícone em Portugal, de produção limitada.

O Cartuxa Reserva 2019 cresce em solo granítico, é composto pelas castas Alicante Bouschet e Aragonês, e foi produzido pela primeira vez em 1987. O vinho associa a sua qualidade ao nome dos monges Cartuxos que, desde 1587, viveram em clausura no Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, em Évora, resultando de uma criteriosa seleção de castas das vinhas mais antigas da fundação.

Ainda na gastronomia, mas na categoria de “Melhor Chef de Cozinha do Ano 2025”, foi distinguido Rui Silvestre, do restaurante Fifty Seconds, na Torre Vasco da Gama, em Lisboa.

“É um talentoso chef que tem feito um trabalho incrível nos últimos anos”, considerou Nuno Pires.

Rui Silvestre nasceu em Valongo e mudou-se para o Algarve aos 10 anos. Em 2015 recebeu a sua primeira estrela Michelin no restaurante Bon Bon, aos 29 anos, tornando-se no mais jovem chef português a conquistar o galardão. Em 2018 alcançou a segunda estrela Michelin no restaurante Vistas, no Monte Rei Golf & Country Club.

Também no Alentejo, a Herdade do Sobroso foi distinguida como “Produtor do Ano 2025”, pelo trabalho de Sofia Ginestal Machado e Filipe Teixeira Pinto numa propriedade de 1.600 hectares junto ao Alqueva.

A “Personalidade do Ano no Vinho” foi atribuída a Francisco Toscano Rico, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, pelo trabalho desenvolvido na liderança da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa.

Na gastronomia, o prémio “Personalidade do Ano” distinguiu Vítor Matos, descrito como o chef com mais estrelas Michelin em Portugal.

O jornalista brasileiro Jorge Lucki, cronista do Valor Económico, recebeu o prémio “Personalidade do Ano no Brasil”, sendo apontado como uma referência na divulgação dos vinhos portugueses naquele país.

Na categoria “Empresa do Ano”, venceu a Abegoaria, empresa de base alentejana, hoje presente em várias regiões do país, com um volume de negócios de cerca de 53 milhões de euros e produção média anual de 20 milhões de garrafas, entre as quais o popular Porta 6.

O prémio “Homenagem 2025” foi entregue a Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, pelo trabalho desenvolvido na dinamização do enoturismo.

Para Nuno Pires, a cerimónia “Melhores do Ano”, com 25 categorias, é a mais importante em Portugal dedicada à celebração do vinho, da gastronomia e do enoturismo.

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